Trabalhos produzidos pelos alunos
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segunda-feira, 24 de abril de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
SEMANA DA LEITURA…POESIA
Poemas à moda de João Pedro Mésseder - EB Triana
TABUADA DOS CINCO
Cinco vezes zero zero.
Faz-me já o que eu quero!
Cinco vezes um cinco
Fecha a porta com o trinco.
Cinco vezes dois dez
A implantação da República foi em 1910.
Cinco vezes três quinze
A Revolução dos Cravos foi em 1974.
Cinco vezes quatro vinte
Para o 25 faltam cinco.
Cinco vezes cinco vinte e cinco
E os soldados puseram cravos no cano.
Cinco vezes seis trinta
À ditadura fizemos uma finta.
Cinco vezes sete trinta e cinco
Celebremos o vinte e cinco.
Cinco vezes oito quarenta
Em Lisboa grande revolução rebenta.
Cinco vezes nove quarenta e cinco
Com esta situação eu não brinco.
Cinco vezes dez cinquenta
A liberdade a todos contenta.
Cinco vezes onze cinquenta e cinco
Vivemos a democracia com afinco!
(Poema à moda de João Pedro Mésseder com a Biblioteca Escolar, pelo 4.ºJ, prof. Ana Paula, EB Triana)
quinta-feira, 2 de março de 2017
OS NOSSOS POETAS…
Os Sonhos
Os sonhos são uma segunda vida
não uma oportunidade perdida.
Pensa nessa segunda vida
que até a dormir pode ser vivida
Segue os teus sonhos!
Podem concretizar-se.
Pensa alto
e vais voar.
Nunca deixes de sonhar!
Tudo se pode concretizar!
António Almeida, nº 2, 6ºA
EB2,3 de Pedrouços
OS NOSSOS POETAS…
O falcão
Nos azuis dos céus
Voa o falcão,
Olha para a frente
Sem cair ao chão.
Bate as asas bem alto
Sobre a terra,
Sobre o mar,
De repente vê uma presa
E voa sobre ela para a agarrar.
Que bela refeição
O falcão vai comer,
Tem a barriga bem cheia
Para de fome não morrer.
É um animal solitário
O pobre do falcão,
Voa sozinho no céu
Sem ter um irmão.
Por vales e montanhas,
Voa livre, leve o falcão,
O céu é o seu infinito
A bússola o seu coração.
Daniel Soares, 4.ºA
EB de Boucinha
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Poesia
Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel
Miguel Torga
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
POEMA DE PABLO DE NERUDA
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Sê não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda
https://goo.gl/jV3NrB
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
DE DUO A QUINTETO
DE DUO A QUINTETO
Olha uma cabrinha só;
e está com ar de amuo.
Chegou uma segunda,
já brincam em duo.
Olha um par de cavalinhos
que foram beber ao rio.
Chegou um terceiro,
já formam um trio.
Três cigarras estão no campo,
prontinhas para um concerto.
Chegou uma quarta,
já são um quarteto.
Ouço quatro cotovias,
parecem estar num coreto.
Chegou uma quinta,
já são um quinteto.
João Pedro Mésseder
terça-feira, 12 de julho de 2016
POESIA
Lição
Oiço todos os dias,
De manhãzinha,
Um bonito poema
Cantado por um melro Madrugador.
Um poema de amor
Singelo e desprendido,
Que me deixa no ouvido
Envergonhado
A lição virginal do natural,
Que é sempre o mesmo,
e sempre variado.
Miguel Torga
in Diário X, 1964
quarta-feira, 16 de março de 2016
SEMANA DA LEITURA 2016
ELOS DE LEITURA
LEITURA CORAL
E o dia continua com uma leitura coral de uma adaptação do conto de António Torrado “Pare, escute e olhe” apresentada pelos alunos do 5ºH aos colegas do 6º D.
Nesta adaptação foi incluída a poesia “Trem de Ferro” de Manuel Bandeira.
Etiquetas:
"Pare,
5ºH,
6ºD,
Alunos.,
António Torrado,
escute e olhe",
Manuel Bandeira,
Poesia,
professora Anabela Vasconcelos,
professora Natália Barrias,
Semana da Leitura 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
SEMANA DA LEITURA 2016
Etiquetas:
5.ºA,
5ºE,
Assistentes Operacionais,
Comunidade Educativa,
Conto,
Poesia,
professora Lara Formosinho e Natalina Carneiro,
Semana da Leitura 2016
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
POEMA INFANTIL
A Língua de Nhem
Havia uma velhinha
que andava aborrecida
pois dava a sua vida
para falar com alguém.
E estava sempre em casa
a boa velhinha
resmungando sozinha:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
O gato que dormia
no canto da cozinha
escutando a velhinha,
principiou também
a miar nessa língua
e se ela resmungava,
o gatinho a acompanhava:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
Depois veio o cachorro
da casa da vizinha,
pato, cabra e galinha
de cá, de lá, de além,
e todos aprenderam
a falar noite e dia
naquela melodia
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
De modo que a velhinha
que muito padecia
por não ter companhia
nem falar com ninguém,
ficou toda contente,
pois mal a boca abria
tudo lhe respondia:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
Cecília Meireles
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
POEMA DE CECÍLIA MEIRELES
O CAVALINHO BRANCO
À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado:
mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.
O cavalo sacode a crina
loura e comprida
e nas verdes ervas atira
sua branca vida.
Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos
a alegria de sentir livres
seus movimentos.
Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!
Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!
.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
POEMA DA SEMANA
Caixinha de música
Gilo, grilarim,
Tens um canto azul
Na noite de cetim.
Cigarra, cagarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!
Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do Sol,
Das estrelas caladas...
Gilo, grilarim,
Tens um canto azul
Na noite de cetim.
Cigarra, cagarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!
Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do Sol,
Das estrelas caladas...
Matilde Rosa Araújo
segunda-feira, 11 de maio de 2015
POEMA DA SEMANA
Rifão quotidiano
Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
chegou uma Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece
Mário-Henrique Leiria
segunda-feira, 4 de maio de 2015
POEMA DA SEMANA
A morte do rato
Quando morreu o rato,
o gato chorava
e chorava tanto
que todos os gatos
não entendiam o pranto
dum gato
pela morte dum rato!!!
E os gatos
perguntaram ao chorão
porque chorava então?!
E aos outros gatos
o gato respondeu:
estava à espera que o rato
crescesse e engordasse
para ficar mais farto.
Tóssan (António Fernando dos Santos)
segunda-feira, 27 de abril de 2015
POEMA DA SEMANA
Brinquedo
Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a uma estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino ao vê-la assim, sorriu
e cortou-lhe o cordel.
Miguel Torga
sexta-feira, 24 de abril de 2015
CELEBRAR O 25 DE ABRIL
Abril de Sim Abril de Não
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Manuel Alegre, in 30 Anos de Poesia
segunda-feira, 20 de abril de 2015
POEMA DA SEMANA
Bartolomeu Marinheiro
Era uma vez
um capitão português
chamado Bartolomeu
que venceu
um gigante enorme e antigo.
Bartolomeu, em menino
pequenino,
ia para o pé do mar...
e ficava a olhar
o mar...
E Bartolomeu cismava...
Ó que lindo, ó que lindo,
o mar, e a sua voz profunda e bela!
Uma nuvem no céu, era uma caravela
que novos céus andava descobrindo...
Ó que lindo, os navios,
que vão suspensos entre a água e o céu,
com velas brancas e mastros esguios,
e com bandeiras de todas as cores!
Bartolomeu cismava
porque ouvia
tudo o que o mar contava
e lhe dizia.
Afonso Lopes Vieira (1912)
segunda-feira, 13 de abril de 2015
POEMA DA SEMANA
A vaca
Vaca eu sou,
vivo no monte
e a todos dou,
com deleite,
a minha fonte de leite.
Quem quiser aceite,
venha-me procurar,
- mas café com leite
eu não posso dar.
Sidónio Muralha
segunda-feira, 6 de abril de 2015
POEMA DA SEMANA
Levava eu um jarrinho
Levava eu um jarrinho
Para ir buscar vinho;
Levava um tostão
P'ra comprar um pão;
Levava uma fita
Para ir bonita.
Correu atrás
De mim um rapaz.
Foi o jarro p'ra o chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita...
Vejam que desdita!
Se eu não levasse um jarrinho
Para ir buscar vinho,
Nem levasse um tostão
P'ra comprar um pão,
Nem levasse uma fita
Para ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada disto acontecia.
Fernando Pessoa
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