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sábado, 1 de abril de 2017

SEMANA DA LEITURA…POESIA

Poemas à moda de João Pedro Mésseder - EB Triana




TABUADA DOS CINCO



Cinco vezes zero zero.

Faz-me já o que eu quero!


Cinco vezes um cinco

Fecha a porta com o trinco.


Cinco vezes dois dez

A implantação da República foi em 1910.


Cinco vezes três quinze

A Revolução dos Cravos foi em 1974.



Cinco vezes quatro vinte

Para o 25 faltam cinco.


Cinco vezes cinco vinte e cinco

E os soldados puseram cravos no cano.


Cinco vezes seis trinta

À ditadura fizemos uma finta.


Cinco vezes sete trinta e cinco

Celebremos o vinte e cinco.


Cinco vezes oito quarenta

Em Lisboa grande revolução rebenta.



Cinco vezes nove quarenta e cinco

Com esta situação eu não brinco.


Cinco vezes dez cinquenta

A liberdade a todos contenta.


Cinco vezes onze cinquenta e cinco

Vivemos a democracia com afinco!


(Poema à moda de João Pedro Mésseder com a Biblioteca Escolar, pelo 4.ºJ, prof. Ana Paula, EB Triana)


quinta-feira, 2 de março de 2017

OS NOSSOS POETAS…

Os Sonhos


Os sonhos são uma segunda vida

não uma oportunidade perdida.

Pensa nessa segunda vida

que até a dormir pode ser vivida



Segue os teus sonhos!

Podem concretizar-se.

Pensa alto 

e vais voar.



Nunca deixes de sonhar!

Tudo se pode concretizar!


                      
António Almeida, nº 2, 6ºA
EB2,3 de Pedrouços

OS NOSSOS POETAS…

O falcão



Nos azuis dos céus

Voa o falcão,

Olha para a frente

Sem cair ao chão.



Bate as asas bem alto

Sobre a terra,

Sobre o mar,

De repente vê uma presa

E voa sobre ela para a agarrar.

Que bela refeição

O falcão vai comer,

Tem a barriga bem cheia

Para de fome não morrer.

É um animal solitário

O pobre do falcão,

Voa sozinho no céu

Sem ter um irmão.



Por vales e montanhas,

Voa livre, leve o falcão,

O céu é o seu infinito

A bússola o seu coração.


 Daniel Soares, 4.ºA
EB de Boucinha

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Poesia


BRINQUEDO




Foi um sonho que eu tive:

Era uma grande estrela de papel,

Um cordel

E um menino de bibe.



O menino tinha lançado a estrela

Com ar de quem semeia uma ilusão;

E a estrela ia subindo, azul e amarela,

Presa pelo cordel à sua mão.



Mas tão alto subiu

Que deixou de ser estrela de papel.

E o menino ao vê-la assim, sorriu

E cortou-lhe o cordel

Miguel Torga

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

POEMA DE PABLO DE NERUDA






Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê

O melhor arbusto à margem do regato.

Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Sê não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva

E dá alegria a algum caminho.



Se não puderes ser uma estrada,

Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.

Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...


Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

https://goo.gl/jV3NrB


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

DE DUO A QUINTETO




DE DUO A QUINTETO

Olha uma cabrinha só;

e está com ar de amuo.

 Chegou uma segunda,

já brincam em duo.



Olha um par de cavalinhos

que foram beber ao rio.

 Chegou um terceiro,

já formam um trio.


Três cigarras estão no campo,

prontinhas para um concerto.

Chegou uma quarta,

já são um quarteto.



Ouço quatro cotovias,

parecem estar num coreto.

Chegou uma quinta,

já são um quinteto.
                                                                    
João Pedro Mésseder




terça-feira, 12 de julho de 2016

POESIA



Lição

Oiço todos os dias,

De manhãzinha,

Um bonito poema 

Cantado por um melro Madrugador.

Um poema de amor 

Singelo e desprendido, 

Que me deixa no ouvido

Envergonhado

A lição virginal do natural,

Que é sempre o mesmo,

e sempre variado.


Miguel Torga
 
in Diário X, 1964 

quarta-feira, 16 de março de 2016

SEMANA DA LEITURA 2016



ELOS DE LEITURA



LEITURA CORAL

E o dia continua com uma leitura coral de uma adaptação do conto de António Torrado “Pare, escute e olhe” apresentada pelos alunos do 5ºH aos colegas do 6º D.

Nesta adaptação foi incluída a poesia “Trem de Ferro” de Manuel Bandeira.





segunda-feira, 14 de março de 2016

SEMANA DA LEITURA 2016



“ELOS DE LEITURA”


Dois momentos de poesia e de contos tradicionais chineses… poemas da autoria da nossa assistente operacional, Glória Sampaio, que aproveitou para partilhar afetos, lendo versos plenos de beleza e harmonia….momento partilhado com o colega Sr. Davide Costa …que apresentou dois contos curtos do vasto Maravilhoso Chinês onde a música e a imagem complementaram a palavra dita.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

POEMA INFANTIL








A Língua de Nhem

Havia uma velhinha
que andava aborrecida
pois dava a sua vida
para falar com alguém.

E estava sempre em casa
a boa velhinha
resmungando sozinha:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

O gato que dormia
no canto da cozinha
escutando a velhinha,
principiou também

a miar nessa língua
e se ela resmungava,
o gatinho a acompanhava:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

Depois veio o cachorro
da casa da vizinha,
pato, cabra e galinha
de cá, de lá, de além,

e todos aprenderam
a falar noite e dia
naquela melodia
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

De modo que a velhinha
que muito padecia
por não ter companhia
nem falar com ninguém,

ficou toda contente,
pois mal a boca abria
tudo lhe respondia:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
Cecília Meireles

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

POEMA DE CECÍLIA MEIRELES


O CAVALINHO BRANCO

À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado:

mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.

O cavalo sacode a crina
loura e comprida

e nas verdes ervas atira
sua branca vida.

Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos

a alegria de sentir livres
seus movimentos.

Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!

Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!



.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

POEMA DA SEMANA

Caixinha de música

Gilo, grilarim,
Tens um canto azul
Na noite de cetim.

Cigarra, cagarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!

Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do Sol,
Das estrelas caladas...

Matilde Rosa Araújo

segunda-feira, 11 de maio de 2015

POEMA DA SEMANA

Rifão quotidiano


Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou uma Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece


Mário-Henrique Leiria

segunda-feira, 4 de maio de 2015

POEMA DA SEMANA

A morte do rato


Quando morreu o rato,
o gato chorava
e chorava tanto
que todos os gatos
não entendiam o pranto
dum gato
pela morte dum rato!!!

E os gatos
perguntaram ao chorão
porque chorava então?!

E aos outros gatos
o gato respondeu:
estava à espera que o rato
crescesse e engordasse
para ficar mais farto.

Tóssan (António Fernando dos Santos)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

POEMA DA SEMANA

Brinquedo


Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.

O menino tinha lançado a uma estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.

Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino ao vê-la assim, sorriu
e cortou-lhe o cordel.

Miguel Torga

sexta-feira, 24 de abril de 2015

CELEBRAR O 25 DE ABRIL

Abril de Sim Abril de Não



Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora. 

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição. 

Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser. 

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer. 

                                                           Manuel Alegre, in 30 Anos de Poesia

segunda-feira, 20 de abril de 2015

POEMA DA SEMANA

Bartolomeu Marinheiro


Era uma vez
um capitão português
chamado Bartolomeu
que venceu
um gigante enorme e antigo.
Bartolomeu, em menino
pequenino,
ia para o pé do mar...

e ficava a olhar
o mar...
E Bartolomeu cismava...
Ó que lindo, ó que lindo,
o mar, e a sua voz profunda e bela!
Uma nuvem no céu, era uma caravela
que novos céus andava descobrindo...

Ó que lindo, os navios,
que vão suspensos entre a água e o céu,
com velas brancas e mastros esguios,
e com bandeiras de todas as cores!
Bartolomeu cismava
porque ouvia
tudo o que o mar contava
e lhe dizia.

Afonso Lopes Vieira (1912)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

POEMA DA SEMANA

A vaca


Vaca eu sou,
vivo no monte
e a todos dou,
com deleite,
a minha fonte de leite.

Quem quiser aceite,
venha-me procurar,
- mas café com leite
eu não posso dar.

Sidónio Muralha

segunda-feira, 6 de abril de 2015

POEMA DA SEMANA

Levava eu um jarrinho 


Levava eu um jarrinho 
Para ir buscar vinho; 
Levava um tostão 
P'ra comprar um pão;
Levava uma fita 
Para ir bonita. 

Correu atrás 
De mim um rapaz. 
Foi o jarro p'ra o chão,
Perdi o tostão, 
Rasgou-se-me a fita... 
Vejam que desdita! 

Se eu não levasse um jarrinho 
Para ir buscar vinho, 
Nem levasse um tostão
P'ra comprar um pão,
Nem levasse uma fita 
Para ir bonita, 
Nem corresse atrás 
De mim um rapaz 
Para ver o que eu fazia, 
Nada disto acontecia. 

Fernando Pessoa