BLOGUE DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS - AEP - MAIA
terça-feira, 24 de março de 2020
MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA
"Menina Bonita do Laço de Fita" é um curta metragem de animação adaptado de obra homônima de Ana Maria Machado. A produção é da Oger Sepol Produções e a direção de Diego Lopes e Claudio Bitencourt.
VAMOS LER? "O PEIXE DE OURO
LER SEMPRE.LER EM QUALQUER LUGAR!
O PEIXE DE OURO
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| PeritoAnimal |
Era uma vez um pescador que vivia com a mulher numa velha cabana à beira-mar. Todos os dias partia no seu barco, feliz por reencontrar as ondas coroadas de espuma, por sentir o sol acariciar-lhe a face e o vento soprar-lhe docemente nos cabelos. Por vezes, maravilhado com um pôr-do-sol, quedava-se, extasiado pela beleza do mundo, e esquecia-se até de lançar as redes.
Numa manhã em que o mar estava particularmente calmo, lançou as redes à água límpida, dando graças ao céu por tão belo dia. Teve muita dificuldade em puxá-las. Puxou com todas as suas forças, pensando que apanhara vários peixes grandes. Mas, no meio das redes, havia um único peixe de escamas douradas. Ficou muito surpreendido quando o peixe lhe falou com voz humana:
— Peço-te, pequeno pescador, deixa-me voltar para o mar. Dá-me a minha liberdade e dar-te-ei o que quiseres.
O pescador pegou nele delicadamente e pô-lo de novo na água.
De volta a casa, contou a sua aventura à mulher, que ficou muito zangada:
— Ao menos, podias ter-lhe pedido pão! Há muitos dias que não temos pão. Volta lá e pede-lhe pão bem fresco.
O pescador voltou ao lugar onde tinha largado o peixe. Uma brisa suave soprava no mar e as pequenas ondas salpicavam docemente o casco do barco.
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe apareceu e perguntou:
— O que me quer ela?
— Acha que eu deveria ter-te feito um pedido quando estavas preso na minha rede. Queria que nos desses pão.
— Volta para casa — respondeu-lhe o peixe. — Ela já tem o que queria.
Ao chegar a casa, o pescador encontrou a mulher ocupada a empilhar formas de pão e sacos de farinha a um canto da cabana.
— Estás a ver como fiz bem em mandar-te lá? — perguntou ao marido.
Passado um mês, porém, a mulher do pescador começou a queixar-se.
— Devias ter-lhe pedido uma casa. Olha para esta cabana miserável, quase não se aguenta de pé! Na verdade, o que nos faz falta é uma boa casa. Vai ter com o peixe de ouro e pede-lhe uma.
O pescador voltou, contrafeito, ao lugar onde tinha largado o peixe. O sol desaparecera por detrás das nuvens e o vento tinha-se levantado, fazendo oscilar o barco.
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou a cabeça da água e perguntou-lhe:
— E o que quer ela agora?
— Quer uma casa. A nossa cabana está muito velha.
— Volta para casa. Ela já tem o que desejava.
Ao chegar a casa, o pescador encontrou a mulher com um vestido novo, na soleira de uma grande casa de pedra. Atrás de um belo pomar, viu igualmente uma capoeira e um estábulo.
— Vês — disse-lhe a mulher — fiz bem em mandar-te lá.
Mas, duas semanas depois, a mulher do pescador voltou a queixar-se:
— Esta casa é demasiado pequena. Precisamos mas é de um castelo. Vai de novo ter com o teu peixe e diz-lhe que quero morar num castelo.
Tanto o atormentou, que o pescador voltou ao mesmo lugar. O vento soprava agora em fortes rajadas e grandes ondas abanavam o barco por todos os lados.
Contrafeito, o pescador chamou o peixe de ouro:
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou a cabeça da água e perguntou-lhe:
— O que quer ela desta vez?
— Quer um castelo. Acha a casa pequena demais.
— Volta para casa — respondeu o peixe. — Ela já tem o que queria.
Ao chegar a casa, o pescador viu a mulher magnificamente vestida, no pátio de um grande castelo, que estava rodeado por um belo parque. Dezenas de criados atarefavam-se por todo o lado.
— Vês como fiz bem em mandar-te lá?
Mas, no final da semana, a mulher acordou-o uma manhã com um forte abanão:
— Temos de ser os soberanos deste país. Corre e pede ao peixe que nos faça rei e rainha.
— Mas eu não quero ser rei — disse-lhe o pescador.
— Mas eu quero ser rainha. Vai depressa dizer-lhe que quero governar o país.
Triste e com o coração pesado, o pescador voltou à margem. Relâmpagos flamejantes percorriam o céu escuro e ondas ameaçadoras por pouco não viraram o barco.
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou a cabeça da água e perguntou-lhe:
— O que mais quer ela?
— Quer ser rainha. Quer que todos a sirvam.
— Volta para casa — disse-lhe o peixe. — Ela já tem o que exigiu.
Ao chegar a casa, o pescador viu um palácio esplêndido, guardado por inúmeros soldados. A mulher encontrava-se no interior, sentada num trono enorme. Tinha na cabeça uma pesada coroa de ouro, incrustada de diamantes, e trazia um vestido sumptuoso, semeado de finas pérolas.
— Vês como fiz bem em mandar-te lá? — perguntou ao vê-lo.
Mas, nessa noite, na grande cama coberta de peles, a mulher do pescador não conseguia dormir. Perguntava-se o que mais poderia obter do peixe. E quando a alvorada iluminou o céu, pôs-se a gritar de cólera:
— Como é possível? Quando quero dormir é que o sol se levanta, e sem a minha autorização. Vai depressa ter com o peixe e diz-lhe que desejo que os astros me obedeçam.
E ordenou aos guardas que o pescador fosse posto fora de portas. Pesaroso, o pescador voltou ao mar.
Uma tempestade enorme desabara sobre o oceano. As ondas rebentavam em cima do barco do pescador, que não o conseguia controlar. Várias vezes chamou o peixe com todas as suas forças, enquanto a violência do vento lhe abafava a voz:
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou, por fim, a cabeça da água e perguntou:
— Mas o que mais pode ela ainda querer?
— Quer reinar sobre o universo inteiro.
— A tua mulher nunca se sentirá satisfeita. Adeus, caro pescador, nunca mais voltaremos a ver-nos.
Ao chegar a casa, o pescador viu que o palácio tinha desaparecido e que, no seu lugar, se encontrava de novo a cabana decrépita. A mulher choramingava, envergando o seu velho vestido remendado.
— Não chores — disse o pescador. — Não eras mais feliz quando eras rainha. A maior felicidade consiste em estar-se contente com o que se tem.
E partiu, feliz, para pescar o alimento de todos os dias no mar límpido e tranquilo.
Johanna M. Coles; Lydia M. Ross
L’Alphabet de la Sagesse
CATÁLOGO BIBLIOGRÁFICO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS
Estamos em rede...
Como sabes, o nosso Agrupamento está inserido na REDE DE BIBLIOTECAS CONCELHIA DA MAIA.
Queres saber se a nossa Biblioteca tem o teu livro preferido para requisitares em contexto de leitura domiciliária? Clica aqui:
Esta requisição só poderá ser efetuada, quando passar este Vírus, mas podes treinar... treinar...
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Fica em casa! Fica bem!
ESCOLA MÁGICA - REGISTO TEMPORARIAMENTE GRATUITO
A Escola Mágica é uma plataforma que potencializa a aprendizagem nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos. Para cada disciplina, alunos e professores podem aprender e ensinar com centenas de pequenos vídeos que explicam detalhadamente toda a matéria. Podem também, Exercitar a aprendizagem com milhares de exercicios interativos, desenvolvidos como se de desafios/jogos se tratassem.
segunda-feira, 23 de março de 2020
CLUBE DE LEITURA NA ESCOLA BÁSICA DE BOUCINHA
Inventa um título e faz uma capa (a partir da observação de índices e sumários de obras existentes na Biblioteca Escolar. Comparação da capa criada com a obra.
Boas leituras!
SEMANA DA LEITURA NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS
Olá a todos,
Como sabem a Semana da Leitura do Agrupamento de Escolas de Pedrouços iniciava-se hoje.
Vamos adiar?
Não!
Será uma Semana de Leitura Virtual e com mais leituras, porque os Encarregados de Educação/Pais, por força das circunstâncias atuais, vão ter mais disponibilidade de participar.
Partilho os cartazes que os alunos do CAI e do 6.ºC tinham produzido para este evento.
OBRIGADA! Fiquem em casa! Protejam-se.
LER SEMPRE. LER EM QUALQUER LUGAR.
A coordenadora da equipa da Biblioteca Escolar.
sábado, 21 de março de 2020
DIA MUNDIAL DA ÁRVORE OU DA FLORESTA E INTERNACIONAL DA POESIA - 21 DE MARÇO
A celebração do Dia Mundial da Árvore ou da Floresta começou a 10 de abril de 1872, no estado norte-americano do Nebraska (EUA). O seu mentor foi o jornalista e político Julius Sterling Morton, que incentivou a plantação ordenada de árvores no Nebraska, promovendo o "Arbor Day".
Em Portugal, a 1.ª Festa da Árvore comemorou-se a 9 de março de 1913 e o 1.º Dia Mundial da Floresta a 21 de março de 1972.
Nessa mesma data, comemora-se também o Dia Mundial da Poesia. (...)
Em Portugal, a 1.ª Festa da Árvore comemorou-se a 9 de março de 1913 e o 1.º Dia Mundial da Floresta a 21 de março de 1972.
Nessa mesma data, comemora-se também o Dia Mundial da Poesia. (...)
sexta-feira, 20 de março de 2020
VAMOS LER? - 10 MINUTOS POR DIA O BEM QUE TE FAZIA
A cadeira musical
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| IKEA |
Era uma vez uma cadeira que sabia música. Uma pessoa sentava-se nela e a cadeira começava a tocar.
— É uma cadeira-caixinha de música. Tem molas especiais que fazem “clique”, quando uma pessoa se senta na cadeira e, então, a caixinha de música começa a tocar — explicava quem sabia destes mecanismos de cadeiras musicais.
Talvez fosse, realmente, assim. O certo é que, um dia, a cadeira se avariou. Deixou de tocar música. Passou a ser uma cadeira banal, igual a milhões de outras que não tocam.
— Deve estar com as molas gastas — disse a velha e gorda senhora, dona da cadeira. — Vou mandar arranjá-la.
Mas na oficina das cadeiras desenganaram-na:
— Já não há quem arranje dessas cadeiras.
Voltou a cadeira para casa da senhora que, às vezes, com saudades de outros tempos, nela se sentava, evocando a musiquinha que a cadeira, dantes, tocava.
A velha e gorda senhora lembrava-se de quando era nova, leve e gentil e ia, às escondidas da avó, sentar-se na cadeira com música.
— Tlim, tlim, tlim e mais tlim — tocava a cadeira, à volta da menina.
Que saudades! A senhora largou um imenso suspiro e foi atender à porta, porque a campainha repicara. Era uma amiga com o sobrinho, um miúdo tímido, escondido atrás da sombra da tia.
— Entrem para a sala — convidou a velha senhora.
Logo aconteceu que o menino se foi sentar na cadeira avariada. E não é que ela, sem mais quê nem porquê, ao leve peso do garoto, começou a tocar?
O miúdo saltou, assustado, e a cadeira calou-se. Então, a velha senhora explicou o mecanismo da cadeira e tudo voltou ao certo.
Naquela tarde, a cadeira tocou que foi um regalo ouvir.
— Eu já devia estar muito pesada para a sensibilidade da cadeira — concluiu a senhora.
E logo ali ficou combinado que o menino, sempre que quisesse, podia vir visitar a senhora. E a cadeira. As duas teriam muito prazer em recebê-lo.
A PRIMAVERA COMEÇA HOJE - 20 DE MARÇO
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| Dreamstime |
Abre-te, Primavera!
Tenho um poema à espera
Do teu sorriso.
Um poema indeciso
Entre a coragem e a covardia.
Um poema de lírica alegria
Refreada,
A temer ser tardia
E ser antecipada.
Dantes, nascias
Quando eu te anunciava.
Cantava,
E no meu canto acontecias
Como o tempo depois te confirmava.
Cada verso era a flor que prometias
No futuro sonhado…
Agora, a lei é outra: principias,
E só então eu canto confiado.
Miguel Torga
POEMA SOBRE A PRIMAVERA
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| Paróquia de Queijas |
Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
“O vestido de Laura"
O vestido de Laura
É de três babados,
Todos bordados.
O primeiro, todinho,
Todinho de flores
De muitas cores.
No segundo, apenas
Borboletas voando,
Num fino bando.
O terceiro, estrelas,
Estrelas de renda
-talvez de lenda…
O vestido de Laura
Vamos ver agora,
Sem mais demora!
Que as estrelas passam,
Borboletas, flores
Perdem suas cores.
Se não formos depressa,
Acabou-se o vestido
Todo bordado e florido!
Cecília Meireles
"GUERREIROS DA SAÚDE CONTRA O CORONAVIRUS"
Um livro digital infantil sobre o Coronavírus, desenvolvido em menos de 48 horas e disponibilizado de forma totalmente gratuita, pela empresa Betweien. Ajuda a explicar aos mais novos esta pandemia.
Foi descarregado gratuitamente no site desta spin-off educacional da Universidade do Minho.
Clique aqui:
BOAS LEITURAS!
"APRENDER É MESMO INCRÍVEL"
Aula Digital Oferta escolar GRÁTIS do 1.º ao 12.º ano.
A oferta dos manuais escolares do 1.º ao 12.º ano pelo Ministério da Educação é acompanhada por uma licença digital que dá acesso gratuito aos recursos digitais das editoras do grupo LeYa.
Clica aqui:
OBRIGADA.
quinta-feira, 19 de março de 2020
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