A
Biblioteca começa uma nova etapa. Há uma nova coordenação e uma vontade
renovada de olhar para este lugar, de o pensar a partir do que já é, e do que
ainda pode vir a ser. Não se trata de começar de novo. Uma biblioteca nunca
começa de novo. Há os livros que ficaram, as leituras, as pessoas que passaram
por aqui, as conversas, o trabalho desenvolvido ao longo dos anos e tudo aquilo
que tornou a Biblioteca parte da vida da escola. É a partir daí que queremos
continuar. Mas continuar não significa ficar no mesmo lugar.
Queremos
uma Biblioteca mais aberta, mais presente, mais próxima. Uma Biblioteca capaz
de sair de si própria e de entrar na vida da escola de outras maneiras. Os
livros continuarão no centro. A leitura e a Literatura também. Mas à volta
deles queremos que aconteçam outras coisas: encontros, exposições, oficinas,
cinema, música, arte, ciência, investigação, debate. Ideias ainda sem nome.
Queremos
que a Biblioteca seja um lugar onde alunos, professores e toda a comunidade
escolar possam chegar com uma pergunta, uma curiosidade, talvez apenas uma
ideia, e encontrar alguém com quem a transformar. Um lugar para ler, mas também
para procurar, descobrir, criar, experimentar e pensar com os outros.
Por isso,
a Biblioteca não ficará apenas à espera de quem entra. Irá ao encontro das
pessoas, das salas de aula, das disciplinas, dos clubes, dos projetos, de quem
tenha alguma coisa para perguntar, para mostrar, para imaginar. Queremos
construir relações, cruzar saberes, aproximar pessoas que talvez ainda não
saibam que têm alguma coisa para fazer juntas.
Esse é o
caminho que agora começa. Não apagando o que existiu, mas partindo dele. Porque
uma Biblioteca é também isso: um lugar onde aquilo que recebemos pode abrir
espaço para aquilo que ainda não existe.
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