Livros "assustadores" têm sido requisitados na BE!
BLOGUE DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS - AEP - MAIA
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quarta-feira, 26 de outubro de 2022
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
PORQUE A SUA OPINIÃO É IMPORTANTE
PROFESSORES DO 1.º CICLO - 4.º ANO
O Concurso Nacional de Leitura (CNL) é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura (PNL) que passa por várias fases: a fase escolar, a fase concelhia, entre concelhos, distrital e nacional.
Serão apurados(as) dois alunos(as) de 4.ºano (as escolas do concelho da Maia e duas escolas do concelho de Gondomar, tendo em conta que o Agrupamento é interconcelhio)
Dê a sua opinião sobre a obra a escolher para os alunos lerem no 4.º ano, na fase escolar. Muito obrigada.
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
16.ª EDIÇÃO - CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - 2023
As inscrições terminam a 28 de outubro de 2022.
Vamos participar? Dirige-te ao balcão da tua Biblioteca.
Consulta o Regulamento.
segunda-feira, 17 de outubro de 2022
DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO - 2022
Alimentos, alimentação e hábitos de vida saudável
Clica e diverte-te.
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2022
Annie Ernaux
![]() |
| CM Correio da Manhã |
"Annie Ernaux, é uma escritora e professora francesa. Sua obra literária, principalmente autobiográfica, romance e memórias, remete à sociologia.
Ernaux foi laureada com o Nobel de Literatura de 2022 "pela coragem e acuidade clínica com que descortina as raízes, os estranhamentos e os constrangimentos coletivos da memória pessoal", tornando-se na primeira mulher francesa a ser laureada com o Nobel de Literatura. (…)
in Wikipédia
Sugestão de Leitura do PNL:
terça-feira, 11 de outubro de 2022
MIBE 2022 - "LER PARA A PAZ E HARMONIA GLOBAIS"
![]() |
| Pars Today |
Quando todos os países se juntam,
Quando tentam construir um mundo melhor,
Quando todos fazemos um mundo melhor.
Este mundo não precisa de guerras,
De fome,
De exploração.
Se todos dermos as mãos, criamos um mundo melhor.
A PAZ INTERIOR pode ser difícil,
Em momentos de guerra, parece difícil de encontrar,
Mas se tentarmos muito, nunca será impossível.
Nuno - 8.ºA
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
terça-feira, 4 de outubro de 2022
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
NOVIDADES NA SALA DE LEITURA DA ESCOLA BÁSICA DO PAÇO
OBRIGADA INEDIT MAIA!
Já se encontram disponíveis para leitura presencial e empréstimo domiciliário os 46 livros ofertados pelo INEDIT MAIA no âmbito do Projeto "Biblioteca+VIVA" na Sala de Leitura da Escola Básica do Paço.
quarta-feira, 27 de outubro de 2021
MIBE 2021 - VISITA DOS ALUNOS DO 1.ºCICLO DA ESCOLA BÁSICA DE PEDROUÇOS
Os alunos do 1.º e 2.º ano da Escola Básica de Pedrouços acompanhados pela professora Sara Fonseca e uma auxiliar e professoras Ana Azevedo e Joana Moreira visitaram a Biblioteca Escolar, uma turma de cada vez, para tomarem conhecimento do espaço.
- O que é uma Biblioteca? Para que serve?
- Qual foi o livro que mais gostaste até agora?
Foi uma conversa muito interessante. Todos foram protagonistas e respeitaram o que o outro tinha a dizer, não interrompendo e esperando a sua vez de falar.
Obrigada às professoras e alunos que corresponderam positivamente ao desafio lançado pela BE.
Prometeram voltar!
MIBE 2021 - CONTOS DE FADAS...
Para comemorar o "Dia Nacional das Bibliotecas" a turma do 1.ºI da Escola Básica de Pedrouços leu a obra "Os três porquinhos" e registou-a em Banda Desenhada, orientados pela professora Ana Azevedo.
MIBE 2021 - CONTOS DE FADAS... CARTAZ PRODUZIDO PELAS CRIANÇAS
Os nossos pequenos artistas...
OBRIGADA ao Departamento de Educação Pré- Escolar pelo empenho e envolvimento neste desafio lançado pela BE.
terça-feira, 26 de outubro de 2021
MIBE 2021 - VISITA DOS ALUNOS DO 1.ºCICLO DA ESCOLA DE PEDROUÇOS
No âmbito da Formação de Utilizadores, os alunos do 3.º e 4.º ano, uma turma de cada vez, dirigiram-se à Biblioteca Escolar acompanhados pelas professoras Helena Pacheco, Raquel Magalhães e 2 estagiárias da Escola Superior de Educação, para assistirem a uma sessão sobre como utilizar o referido espaço, conhecer os serviços que a BE presta aos utilizadores, refletirem um pouco sobre os seus direitos e deveres...
No final, os alunos ouviram uma pequena história, um conto tradicional, comemorando o MIBE (Mês Internacional da Biblioteca Escolar) e a leitura.
Aguardava-os uma longa caminhada até à Escola... Muito obrigada a todos os alunos e às professoras que aceitaram este desafio.
No final, os alunos ouviram uma pequena história, um conto tradicional, comemorando o MIBE (Mês Internacional da Biblioteca Escolar) e a leitura.
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
DIA NACIONAL DA BIBLIOTECA ESCOLAR - PROJETO "CONTOS EM MOVIMENTO"
| Calendarr |
Estimados signatários do mailing-list da Biblioteca Escolar,
Hoje reiniciamos o projeto "Contos em Movimento", que consiste no envio quinzenal de uma história aos subscritores do mailing-list da BE.
Remetemos, para os endereços de e-mail disponibilizados, uma história para lerem com os vossos educandos.
Boas leituras com proteção e segurança!
Por favor, consultem as vossas contas de e-mail!
Obrigada.
domingo, 24 de outubro de 2021
ENCONTRO COM A ESCRITORA ELSA ALMEIDA
MIBE 2021
Nasceu em dezembro de 1982, em Carregosa. É de Vale de Cambra. Vive, atualmente, em Vila Nova de Gaia. Apaixonada pela Teologia. Professora de coração. Escritora por conspiração! É cristã. Adora futebol, música, cinema, livros, fotografia, culinária e conversa da boa! É portista, por bênção! Gosta de pessoas. Muito! Diverte-se, profundamente, enquanto escreve estórias. Depois de “Um coração XXL”, chegou-lhe “A Família Durão” – a sua segunda estória editada.
Nasceu em dezembro de 1982, em Carregosa. É de Vale de Cambra. Vive, atualmente, em Vila Nova de Gaia. Apaixonada pela Teologia. Professora de coração. Escritora por conspiração! É cristã. Adora futebol, música, cinema, livros, fotografia, culinária e conversa da boa! É portista, por bênção! Gosta de pessoas. Muito! Diverte-se, profundamente, enquanto escreve estórias. Depois de “Um coração XXL”, chegou-lhe “A Família Durão” – a sua segunda estória editada.
MIBE 2021 - CONTOS DE FADAS...
O desafio foi lançado pela BE... e já estão a chegar os trabalhos.
Trabalhos produzidos pelos nossos pequenos artistas da Sala 5 do Pré Escolar.
OBRIGADA EDUCADORA RAQUEL OLIVEIRA DA ESCOLA BÁSICA DA GIESTA.
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
MIBE 2021 - CONTOS DE FADAS E CONTOS TRADICIONAIS DE TODO O MUNDO
"Os Contos de fadas fazem parte desses livros eternos que os séculos não conseguem destruir e que, a cada geração, são redescobertos e voltam a encantar leitores ou ouvintes de todas as idades”.
COELHO, N. N. Contos e desenvolvimento psíquico. Revista Viver Mente & Cérebro, nov. 2004.
Estas histórias prenderam a atenção dos alunos que se projetaram nas diferentes personagens e situações.
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
"OS DOIS AMIGOS" - CONTOS E LENDAS DE PORTUGAL E DO MUNDO
Leitura da lenda árabe "Os dois amigos" que consta na obra "Contos e lendas de Portugal e do mundo", uma adaptação de João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete, dirigida aos alunos do 5.ºA.
MIBE 2021- CONTO TRADICIONAL INDIANO
O CÃO PRETO
| CachorroGato |
Shakra, rei dos deuses, ergueu-se do seu trono dourado e observou a Terra com atenção. Havia oceanos reluzentes e nuvens como pérolas, montanhas com cumes de neve e continentes de muitas cores. Embora tudo fosse belo, Shakra sentiu uma certa apreensão.
Os seus sentidos luminosos expandiram-se pelos céus. Sentiu o calor da guerra. Ouviu o balir dos vitelos, o ladrar dos cães, o grasnar dos corvos. Ouviu crianças a chorar e vozes a gritar de raiva. Ouviu o choro dos esfomeados, dos sós, dos pobres. As lágrimas rolaram-lhe pela cara abaixo e caíram sobre a terra como aguaceiros de meteoros.
— É preciso fazer alguma coisa! — disse Shakra.
Metamorfoseou-se num guarda-florestal e levou consigo um grande arco em osso. A seu lado, caminhava um grande cão preto. O pelo do cão era emaranhado, os olhos brilhavam como fogo incandescente, os dentes mais pareciam presas, e a boca e língua pendente eram da cor do sangue.
Shakra e o cão deram um salto e mergulharam em direcção à Terra por entre as estrelas brilhantes. Por fim, aterraram mesmo ao lado de uma cidade esplêndida.
— Quem és tu, forasteiro? — perguntou, admirado, um soldado, do alto das muralhas da cidade.
— Sou estrangeiro nestas paragens e este — disse, apontando o animal com um gesto — é o meu cão.
O cão preto abriu a boca e ladrou. O soldado que estava de guarda às muralhas ficou aterrado. Foi como se estivesse a olhar para um enorme caldeirão de fogo e de sangue. A garganta do cão emanava fumo. A boca abria-se cada vez mais.
— Fechem os portões! — ordenou o soldado. — Fechem-nos imediatamente!
Mas Shakra e o cão conseguiram saltar os portões cerrados. Os habitantes da cidade fugiram em todas as direções, como se fossem marés a subir ao longo de uma praia. O cão foi no seu encalço, juntando as pessoas como se fossem um rebanho de ovelhas. Homens, mulheres e crianças gritavam, aterrorizados.
— Parem! — gritou Shakra. — Não se mexam!
As pessoas imobilizaram-se.
— O meu cão tem fome. O meu cão tem de ser alimentado.
O rei da cidade, a tremer de medo, ordenou:
— Rápido! Tragam comida para o cão! Imediatamente!
Em breve, carroças chegavam ao mercado carregadas de carne, pão, milho, frutos e cereais. O cão engoliu tudo de uma só vez.
— O meu cão precisa de mais comida! — exclamou Shakra.
As carroças voltaram de novo, carregadas. E o cão voltou a devorar tudo de uma assentada. Depois soltou um grito de angústia, um grito que parecia emanar das profundezas do Inferno.
As pessoas caíram por terra e taparam os ouvidos, aterradas. Shakra, o forasteiro, fez soar a corda do seu arco, que fez um ruído semelhante ao ribombar do trovão numa noite de tempestade.
— O meu cão ainda tem fome! Dêem-lhe de comer!
O rei contorceu as mãos e pôs-se a chorar.
— Já lhe demos tudo o que tínhamos. Não temos mais!
— Sendo assim, o meu cão alimentar-se-á de pastos e montanhas, de pássaros e animais ferozes. Devorará as rochas e mastigará o sol e a lua. O meu cão alimentar-se-á de vós!
— Não! — gritaram as pessoas. — Tem misericórdia de nós! Rogamos-te que nos poupes! Poupa o nosso mundo!
— Então acabem com a guerra — disse Shakra. Alimentem os pobres. Cuidem dos doentes, dos sem-abrigo, dos órfãos, dos velhos. Ensinem a bondade e a coragem às vossas crianças. Respeitem a terra e todas as suas criaturas. Só assim acalmarei o meu cão.
Shakra transformou-se num gigante, resplandecente de luz. Ele e o cão deram um salto e, numa espiral de fumo, subiram cada vez mais alto.
Lá em baixo, nas ruas da cidade, homens e mulheres olhavam o céu, consternados. Estenderam as mãos, uns para os outros e prometeram mudar as suas vidas, fazer o que o forasteiro lhes tinha ordenado que fizessem.
Bem lá de cima, Shakra sorriu no seu trono dourado, ao olhar para a terra. Limpou a testa com um braço resplandecente. As inúmeras estrelas cintilavam, fulgentes, e a escuridão dormitava entre elas, tal como um cão junto de uma fogueira.
Os seus sentidos luminosos expandiram-se pelos céus. Sentiu o calor da guerra. Ouviu o balir dos vitelos, o ladrar dos cães, o grasnar dos corvos. Ouviu crianças a chorar e vozes a gritar de raiva. Ouviu o choro dos esfomeados, dos sós, dos pobres. As lágrimas rolaram-lhe pela cara abaixo e caíram sobre a terra como aguaceiros de meteoros.
— É preciso fazer alguma coisa! — disse Shakra.
Metamorfoseou-se num guarda-florestal e levou consigo um grande arco em osso. A seu lado, caminhava um grande cão preto. O pelo do cão era emaranhado, os olhos brilhavam como fogo incandescente, os dentes mais pareciam presas, e a boca e língua pendente eram da cor do sangue.
Shakra e o cão deram um salto e mergulharam em direcção à Terra por entre as estrelas brilhantes. Por fim, aterraram mesmo ao lado de uma cidade esplêndida.
— Quem és tu, forasteiro? — perguntou, admirado, um soldado, do alto das muralhas da cidade.
— Sou estrangeiro nestas paragens e este — disse, apontando o animal com um gesto — é o meu cão.
O cão preto abriu a boca e ladrou. O soldado que estava de guarda às muralhas ficou aterrado. Foi como se estivesse a olhar para um enorme caldeirão de fogo e de sangue. A garganta do cão emanava fumo. A boca abria-se cada vez mais.
— Fechem os portões! — ordenou o soldado. — Fechem-nos imediatamente!
Mas Shakra e o cão conseguiram saltar os portões cerrados. Os habitantes da cidade fugiram em todas as direções, como se fossem marés a subir ao longo de uma praia. O cão foi no seu encalço, juntando as pessoas como se fossem um rebanho de ovelhas. Homens, mulheres e crianças gritavam, aterrorizados.
— Parem! — gritou Shakra. — Não se mexam!
As pessoas imobilizaram-se.
— O meu cão tem fome. O meu cão tem de ser alimentado.
O rei da cidade, a tremer de medo, ordenou:
— Rápido! Tragam comida para o cão! Imediatamente!
Em breve, carroças chegavam ao mercado carregadas de carne, pão, milho, frutos e cereais. O cão engoliu tudo de uma só vez.
— O meu cão precisa de mais comida! — exclamou Shakra.
As carroças voltaram de novo, carregadas. E o cão voltou a devorar tudo de uma assentada. Depois soltou um grito de angústia, um grito que parecia emanar das profundezas do Inferno.
As pessoas caíram por terra e taparam os ouvidos, aterradas. Shakra, o forasteiro, fez soar a corda do seu arco, que fez um ruído semelhante ao ribombar do trovão numa noite de tempestade.
— O meu cão ainda tem fome! Dêem-lhe de comer!
O rei contorceu as mãos e pôs-se a chorar.
— Já lhe demos tudo o que tínhamos. Não temos mais!
— Sendo assim, o meu cão alimentar-se-á de pastos e montanhas, de pássaros e animais ferozes. Devorará as rochas e mastigará o sol e a lua. O meu cão alimentar-se-á de vós!
— Não! — gritaram as pessoas. — Tem misericórdia de nós! Rogamos-te que nos poupes! Poupa o nosso mundo!
— Então acabem com a guerra — disse Shakra. Alimentem os pobres. Cuidem dos doentes, dos sem-abrigo, dos órfãos, dos velhos. Ensinem a bondade e a coragem às vossas crianças. Respeitem a terra e todas as suas criaturas. Só assim acalmarei o meu cão.
Shakra transformou-se num gigante, resplandecente de luz. Ele e o cão deram um salto e, numa espiral de fumo, subiram cada vez mais alto.
Lá em baixo, nas ruas da cidade, homens e mulheres olhavam o céu, consternados. Estenderam as mãos, uns para os outros e prometeram mudar as suas vidas, fazer o que o forasteiro lhes tinha ordenado que fizessem.
Bem lá de cima, Shakra sorriu no seu trono dourado, ao olhar para a terra. Limpou a testa com um braço resplandecente. As inúmeras estrelas cintilavam, fulgentes, e a escuridão dormitava entre elas, tal como um cão junto de uma fogueira.
Margaret Read MacDonald
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