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ter, 24 de Novembro
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quarta-feira, 12 de maio de 2021

SER PROFESSOR


PARTE III 



Reflexão de uma aluna do Ensino Secundário sobre os professores

(...) No entanto, e algo que é profundamente negligenciado, é que o professor é inevitavelmente um ser humano que chora, que se desilude, que sente a inevitável e pungente vontade de desistir e que se cansa. Que por vezes acorda e não tem um sorriso para dar. Que mesmo ele sendo o nosso raio de sol por vezes não é capaz de ter o mínimo vislumbre de luz naquele momento. E que infelizmente perde a esperança, talvez porque ocasionalmente, a destreza que é ignorar a perversidade humana é inconcebível. No entanto, de uma forma completamente inexplicável, a esperança, a paciência, o sorriso, a força renascem mesmo que momentaneamente, tal como a fénix renasce das cinzas, e o nosso raio de luz permanece e aparece todos os dias de manhã. O espírito de um professor é algo inalcançável, algo que por vezes tenta e quebra qualquer unidade temporal, que é alheio a distâncias e a barreiras e que poucos verdadeiramente o têm. E é por isso que ao conhecermos um verdadeiro professor o nosso amor, carinho e admiração transcende o alcançável e o concebível.

                                                 
                                Beatriz Caires - 11.ºA

terça-feira, 4 de maio de 2021

SER PROFESSOR - PARTE II

 Reflexão de uma aluna do Ensino Secundário sobre os professores


B9

(...) O professor é aquele que olha para a pluralidade das suas telas em branco e as ama pelas diferenças. De facto ser professor não é só amar as diferenças como também é cativar o coração do mais reticente, espalhando assim, o amor pelo diferente mas, acima de tudo a compreensão pelo outro.

No final, o professor realiza o impensável e raro feito que é amar a incompletude e imperfeição das suas telas em branco. Não só amar o resultado mas também o caminho que percorreu com os seus quadros, agora um pouco mais coloridos. É secretamente, quase que por instinto, ser professor é imaginar, é desenvolver mentalmente a incompletude destas telas e deleitar – se com algo que apenas existe na possibilidade, no pensamento.

E despedida, para o professor tal não existe pois ele vive e nós vivemos dentro dele. Se algum dia se abrisse um professor e se espreitasse lá para dentro de certo que encontraríamos uma infinidade de letras, que por magia se organizam e formam nomes que dentro deles carregam um universo de vivências. Diria mais, talvez para os mais atentos, para quem realmente tem o dom de ouvir o inaudível, seja possível detetar o indelével sussurro do coração do professor que entoa as mais belas histórias, que perpetua e eterniza cada choro e cada sorriso.(...)


                                                  Beatriz Caires - 11.ºA