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ter, 24 de Novembro

quinta-feira, 20 de abril de 2017

TEMPO PARA ESCREVER CONTIGO


A BE foi novamente à sala de aula… com Diana Felizardo 




Os alunos do 5ºA foram ontem presenteados com situações que conduziram à escrita.
Momento de boa disposição e de criatividade partilhado por todos.
     

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O MANEL MENTIROSO

Conto de Cabo Verde



Numa aldeia, vivia um homem muito mentiroso e, por isso, as pessoas da aldeia chamavam-lhe Manel Mentiroso. Tudo o que ele dizia era mentira e ganhava dinheiro, dizendo mentiras e fazendo apostas.

- Mulher; vou viajar pelo mundo, dizendo mentiras e fazendo apostas.

Todo o dinheiro que ganhar, envio para casa. Levo comigo a vaca. Mulher; dá-me a tua bênção.

- Amén.

Manel pôs o chapéu, pegou na vaca e partiu a correr mundo. Por todos os sítios por onde passava, fazia apostas, ganhava e enviava o dinheiro para casa. Até que chegou a uma aldeia onde vivia um rapaz chamado Joaquinha. O Joaquinha era aquele tipo de rapaz a quem os pais nunca precisavam de dizer:

- Joaquinha, vai estudar!

- Joaquinha, já fizeste os deveres?

O Joaquinha sabia sempre quando era altura de começar a estudar e largar a brincadeira.

- Vou-me embora – assim dizia o Joaquinha.

- Logo agora que o jogo estava na melhor parte!

Os amigos já sabiam que ele era assim e, quando chegava a hora, diziam logo:

- Lá vai o Joaquinha.

O pai do Joaquinha era pescador e a mãe lavadeira na ribeira. Uma manhã, o pai do Joaquinha disse-lhe:

- Joaquinha, a tua mãe está na ribeira a lavar camisas e eu tenho de ir pescar. Tens o almoço na mesa.

Ele foi comer aquilo tudo, mandioca cozida com ovo, cuscuz com mel,etc…Depois, lavou a loiça, arrumou tudo e foi estudar. Quando estava a estudar, bateram à porta. Ele abriu e perguntou quem era. Era o Manel Mentiroso que disse ao que vinha.

- Venho para dizer mentiras e apostar contigo, Se perder, ficas com a vaca, mas se ganhar, levo tudo o que tens dentro de casa.

O Joaquinha achou que aquilo era muito sério e pensou:

- Agora é que vou ver se valeu a pena estudar!

O Manel Mentiroso sentou-se e pediu ao Joaquinha um copo de água fresca. O Joaquinha levou muito tempo a trazer-lhe a água e o Manel Mentiroso perguntou-lhe se ele tinha ido buscar água à ribeira. Joaquinha respondeu que estava à procura de água de anteontem para juntar à água de ontem, para lhe servir a água de hoje.

- Traz qualquer água!

Ele bebeu a água e puxou da caixa do rapé.

- Joaquinha, tu sabias que nasceu uma pessoa com oito braços?

- Eu não digo que não, porque ontem a minha mãe estava a lavar camisas na ribeira e viu uma camisa com oito mangas.

O Manel começou a achar que ia ser mais difícil do que ele pensava.

- Joaquinha, vai buscar brasas para eu acender o cachimbo.

Como Joaquinha nunca mais aparecia, o Manel perguntou-lhe:

- Foste buscar as brasas ao inferno?

- Estou à procura das brasas de anteontem para juntos com as brasas de ontem e para lhe dar as brasas de hoje.

- Traz qualquer brasa.

Ele acendeu o cachimbo, puxou duas ou três fumaças e perguntou ao Joaquinha:

- Joaquinha, tu sabias que o mar pegou fogo?

- Eu não digo que não porque, no outro dia, o meu pai foi pescar e apanhou as sardinhas já assadas.

- Joaquinha, vai-me buscar água fresca, mas traz qualquer água!

Ele bebeu a água e perguntou-lhe:

- Joaquinha, tu sabias que existe uma mangueira tão alta, tão alta, tão alta, tão alta, que se toca tambor de um lado, e não se ouve do outro?

- Eu não digo que não…

- Tu não comeces com o digo que não!

- É que no outro dia passou aqui uma gaivota tão grande, tão grande, que demorou três dias a passar a cabeça, seis dias a passar o corpo e três dias a passar as patas.

Ficamos doze dias às escuras.

- Ó Joaquinha, isso é tudo mentira! Onde é que ia poisar essa gaivota?!

- Ela tinha o ninho na mangueira onde se toca tambor de um lado e não se ouve do outro.

O Manel Mentiroso deu a vaca ao Joaquinha e já se ia embora, quando o Joaquinha lhe disse:

- Corre depressa porque o meu pai deve estar a chegar da pesca. Se te vê, ele mete a estrada no bolso e tu nunca mais encontras o caminho para casa.

Desesperado, Manel Mentiroso desatou a correr a sete pés.

In, PEREIRA-MÜLLER, M. Margarida, “Contos e Lendas da Lusofonia”, Sintra, Colares Editora, 2010

quinta-feira, 13 de abril de 2017

PÁSCOA FELIZ



A Equipa da Biblioteca Escolar deseja a todos os utilizadores deste blogue uma Páscoa Feliz.

Boas Leituras!

sábado, 8 de abril de 2017

PROVÉRBIOS DE ABRIL





Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Abril, Abril, está cheio o covil.
Em Abril águas mil.
Em Abril queima a velha o carro e o carril.
Em Abril, cada pulga dá mil.
Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.



http://proverbios.aborla.net/pesquisa/abril

A SABEDORIA DO CÁGADO

Conto de São Tomé e Príncipe




Um belo dia, o cágado decidiu reunir em si toda a sabedoria do mundo. Iria ser a pessoa mais sábia da Terra; toda a gente – reis e conselheiros – iria ter com ele para lhe pedir conselho.

- Vai ser um negócio da China! – Pensou o cágado todo contente.

E se bem o pensou, melhor o fez. Partiu logo naquele instante pelo mundo fora e foi reunindo a sabedoria numa cabaça. Quando já estava cheia, tapou-a com uma mão cheia de folhas e disse para consigo:

- Vou levá-la para cima desta árvore para que ninguém ma roube.

Foi de imediato buscar um um fio, passou-o pelo gargalo da cabaça e pendurou-a ao pescoço, deixando-a pender sobre a barriga. Em seguida, começou a subir a árvore.

Por mais que se esforçasse, não conseguia, pois tropeçava constantemente na cabaça.

De repente, ouviu risos atrás dele.

-Porque é que se está a rir? – Perguntou zangado o cágado a um caçador que o estivera a observar.

Assim, nunca mais vai conseguir chegar lá acima. Porque é que não põe a cabaça às costas? – Sugeriu o caçador.

O cágado ficou sem pingo de sangue. Ele, que estava tão convencido de que possuía toda a sabedoria do mundo, verificava agora que tal não era verdade. Ficou tão desiludido que atirou a cabaça ao chão. Assim, que ela bateu no solo, quebrou-se em mil bocadinhos e a sabedoria espalhou-se por toda a parte.

É por isso que a encontramos hoje aqui perto e bem longe daqui. 


In, PEREIRA-MÜLLER, M. Margarida, “Contos e Lendas da Lusofonia”, Sintra, Colares Editora, 2010




sexta-feira, 7 de abril de 2017

SEMANA DA LEITURA...


AGRADECIMENTO AOS ELEMENTOS DA COMUNIDADE EDUCATIVA

A equipa da Biblioteca Escolar agradece a participação e empenho dos alunos, colegas, Assistentes Operacionais e Administrativos, agentes da Escola Segura ao longo desta 11.ª Edição da Semana da Leitura, bem como a oferta de livros que anualmente são oferecidos no âmbito desta Semana.



Um agradecimento especial às turmas do 5º A, B, C, D, E, F; G; do 6ºA, B,C,D,E,G e 7ºC, D, E, F, G e H dos professores Hugo Gonçalves, Elisabete Barbosa e Raquel Batista que permitiram a oferta de marcadores durante a Semana da Leitura.




Um agradecimento à Presidente da Associação de Pais que participou ativamente no sentido de apoiar as iniciativas para as quais é solicitada a sua colaboração.




LER PRAZER,LER P´RA SER


ESCOLA BÁSICA DE BOUCINHA - BIBLIOTECA ESCOLAR



Dois contos redondos elaborados nas aulas de ALE sob a orientação da professora Daniela Amoroso.

"É bom ajudar" pelo 3.ºC e "A ler desenvolvemos a nossa imaginação" pelo 4.ºA.

TEATRO NA ESCOLA BÁSICA DE BOUCINHA




"O rei que comia livros" pela Companhia Pandora Teatro - fala-nos da importância dos livros e da leitura. A peça conta a história de um Rei que é analfabeto (mas isso ninguém sabe). Quando por fim ele é desmascarado, redime-se e entra numa escola para aprender a ler e escrever.
Foi um espetáculo bastante divertido onde atores e bonecos interagiram com miúdos e graúdos durante quase toda a apresentação.




terça-feira, 4 de abril de 2017

ENTREGA DE PRÉMIOS NA BE





Cerimónia de entrega de prémios aos vencedores do Concurso "Um autor de cada vez" dos meses de dezembro/janeiro e fevereiro/março.

Entrega de um prémio à aluna que representou o 2º ciclo no Concurso "Faça lá um poema 2017" do P.N.L.
Os prémios foram uma cortesia da Porto Editora e Areal Editores.


Parabéns a todos os participantes.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

SESSÃO PÚBLICA


Aconteceu hoje na Biblioteca Escolar…


https://goo.gl/9umhbl
No âmbito da disciplina de “Área de Integração”, a turma do 12.ºTAS, da professora Clara Alonso, apresentou os seus projetos de auto emprego subordinados à temática do empreendedorismo.

A turma assistente foi o CEF 28 que aplaudiu e interagiu com os colegas esclarecendo algumas dúvidas.

Na plateia foram vários os professores que assistiram a esta sessão pública e deram sugestões para a prossecução dos projetos.




Parabéns ao 12ºTAS e à professora interveniente.





SEMANA DA LEITURA NA ESCOLA BÁSICA DE BOUCINHA

No âmbito da Semana da Leitura, no dia 30 de março, os alunos com NEE da SR1 apresentaram aos alunos da EB da Boucinha um Teatro de Fantoches, intitulado "Beleza Interior" da sua autoria, sob a orientação da professora de Educação Especial Ana Paula Santos. 





Foi um momento mágico de convivência e de verdadeira inclusão!

sábado, 1 de abril de 2017

SEMANA DA LEITURA "O PRAZER DE LER"

PROJETO "CONTOS EM MOVIMENTO"

No âmbito do Projeto “Contos em Movimento” foi enviado o 8.º conto, por correio eletrónico, a todos os Professores, E.E./Pais, Alunos e Assistentes, que aderiram a este projeto de leitura em contexto familiar.

Eis os títulos selecionados para leitura da comunidade educativa:

“A menina sem palavra” de Mia Couto 
“O pai Urso foi-se embora” de Sophie Carquain.


https://goo.gl/wmH55Q

SEMANA DA LEITURA: MOMENTO DE LEITURA COMUM NO AGRUPAMENTO DE PEDROUÇOS



MOMENTO DE LEITURA COMUM NO AGRUPAMENTO DE PEDROUÇOS 

https://goo.gl/wmH55Q

E, tal como o previsto, aconteceu o momento de leitura que se espalhou a TODOS os alunos, professores e assistentes. 


Os contos selecionados foram:


- “Mariana e a missão Primavera” de Sylvie Auzary- Luton (JI);
- “Assembleia de coelhos “de Cristina Norton (1ºciclo);
 -“Alexandre e os amigos do deserto” de Richard E. Albert (2ºciclo); 
-“A estrela de Erica” de Ruth Vender Zeg/ Roberto Innocenti (3ºciclo e SEC).

SEMANA DA LEITURA.... POESIA


Poemas à moda de João Pedro Mésseder - EB Triana


TABUADA DOS SETE


Sete vezes zero zero

Aprender eu quero!


Sete vezes um sete

Com o 4.ºJ ninguém se mete.


Sete vezes dois catorze

À falta de palavra que rime, vou usar o doze.


Sete vezes três vinte e um

Um por todos e todos por um.


Sete vezes quatro vinte e oito

Na escola, para o Pai fiz biscoitos.


Sete vezes cinco trinta e cinco

Digo a verdade e nunca minto.


Sete vezes seis quarenta e dois

Deixo-te aqui e volto depois.


Sete vezes sete, quarenta e nove

Com o Agir toda a gente se move.


Sete vezes oito cinquenta e seis

Às vezes andamos aos papéis

(Ficam os dedos e vão-se os anéis.)


Sete vezes nove sessenta e três

E o bebedouro já funciona outra vez.


Sete vezes dez setenta

De sonhos a imaginação se alimenta.


Sete vezes onze setenta e sete

Vou e volto numa trotinete.



(Poema à moda de João Pedro Mésseder com a Biblioteca Escolar, pelo 4.ºJ, prof. Ana Paula, EB Triana)

SEMANA DA LEITURA…POESIA

Poemas à moda de João Pedro Mésseder - EB Triana




TABUADA DOS CINCO



Cinco vezes zero zero.

Faz-me já o que eu quero!


Cinco vezes um cinco

Fecha a porta com o trinco.


Cinco vezes dois dez

A implantação da República foi em 1910.


Cinco vezes três quinze

A Revolução dos Cravos foi em 1974.



Cinco vezes quatro vinte

Para o 25 faltam cinco.


Cinco vezes cinco vinte e cinco

E os soldados puseram cravos no cano.


Cinco vezes seis trinta

À ditadura fizemos uma finta.


Cinco vezes sete trinta e cinco

Celebremos o vinte e cinco.


Cinco vezes oito quarenta

Em Lisboa grande revolução rebenta.



Cinco vezes nove quarenta e cinco

Com esta situação eu não brinco.


Cinco vezes dez cinquenta

A liberdade a todos contenta.


Cinco vezes onze cinquenta e cinco

Vivemos a democracia com afinco!


(Poema à moda de João Pedro Mésseder com a Biblioteca Escolar, pelo 4.ºJ, prof. Ana Paula, EB Triana)