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ter, 24 de Novembro
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sexta-feira, 12 de julho de 2024

POEMA

QUANDO AS CRIANÇAS BRINCAM

Fernando Pessoa


Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.

E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.

https://gulbenkian.pt/cam/works_cam/retrato-de-fernando-pessoa-139004/

"Publicado em 1933, o poema de Fernando Pessoa não é destinado aos pequenos leitores, mas trata da infância – por isso achamos pertinente que ele esteja aqui. Composto por três estrofes formadas por quatro versos cada (em geral, com seis sílabas poéticas), “Quando as crianças brincam” trata da nostalgia do poeta. Ao ouvir crianças brincando, o eu-lírico se alegra ao lembrar da infância, ainda que suas lembranças sejam construídas e não reais, como se observa na segunda e terceira estrofe. Há, portanto, certa tristeza do sujeito poético ao rememorar uma época da vida que não foi como ele gostaria, mas, ao mesmo tempo, um sentimento alegre ao imaginar como ela poderia ter sido feliz. (…)"

                   in https://poesiainfantilblog.wordpress.com/fernando-pessoa/

quarta-feira, 31 de maio de 2023

PROJETO " LEITURAS COM O CORAÇÃO E PARA O CORAÇÃO" - POESIA


Encontro de gerações: leituras e emoções



Professoras e alunos do 5º E

num projeto quiseram entrar:

“Leituras com e para o coração”

No “Amanhã da criança “

seus trabalhos deviam apresentar.


Muito entusiasmados

Trabalharam com muito querer,

Para poderem

tão exigente auditório satisfazer.


A azáfama foi grande

E lá chegou o dia!

Esperava-nos uma sala de gente

Com muita simpatia.


Os velhinhos estavam sentados,

De sorriso no rosto estampado.

A turma começou a declamar,

ler e cantar, tudo para encantar.


Terminada a apresentação,

fomos surpreendidos:

Os residentes cantaram um fado

e um livro nos deram para a mão.


Feito por mãos tão delicadas!

Era um livro artesanal.

Com folhas para serem escritas ou pintadas

e a letra do fado. Que original!


Gratos, por tamanha oferta

Ficamos a pensar…

Que as páginas em branco,

não eram para contemplar.


Nelas escrevemos

o que todos sentimos:

Amor, carinho, emoção,

por aqueles que, cheios de sabedoria,

são fonte de inspiração.


Ao sabermos que à escola viriam,

restituir-lhes o livro seria

uma oferta primordial,

para que não mais esquecessem

este encontro intergeracional.


Chegaram à escola com amor e ansiedade.

Foram recebidos com afetuosidade,

num convívio repleto de ternura,

que demonstrou o valor da amizade e da doçura.


Leram o que no livro escreveram

ofereceram-no como recordação,

esperando que o exponham e exibam,

perpetuando um projeto carregado de emoção.


Assim foi a experiência desta turma,

que aprendeu que visitar um lar é como uma terapia:

Acolher, escutar, ler, cantar e falar,

são formas lindas de fazer a vida dos seniores melhorar.


Que esta lembrança fique guardada no coração,

de quem dedicou seu tempo e sua sabedoria à educação.

E que inspire novos gestos de amor e bondade,

para que a vida, sobretudo a dos mais velhos,

continue a ser musicalidade.


Maria Pinho, Ana Lima e Cláudia Pimentel

sexta-feira, 21 de abril de 2023

LIBERDADE

23 de abril - Dia Mundial do Livro
25 de abril - Dia da Liberdade

Flores no cais


Ai que prazer

Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não o fazer!

Ler é maçada,

Estudar é nada.

O sol doira

Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está

indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quanto há bruma,

Esperar por D. Sebastião,

Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as

danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca.


O mais que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca...

                                                                                    Fernando Pessoa

quinta-feira, 23 de março de 2023

POESIA NO AEP

Para comemorar o Dia da Poesia os alguns alunos do 8.º F e do 10.º A deliciaram-nos com a leitura dos seus poemas e o grupo de Português promoveu um momento de confraternização na sala dos professores.






terça-feira, 21 de março de 2023

DIA MUNDIAL DA POESIA E DA ÁRVORE

O Dia Mundial da Poesia comemora-se anualmente, a 21 de março. A data foi implementada na 30.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1999.

Este dia pretende salientar a importância da poesia enquanto manifestação artística comum a toda a Humanidade. Celebra-se também a criatividade, a pluralidade linguística e cultural e promove-se o ensino e declamação da poesia. 
https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-poesia


Falo de Ti às Pedras das Estradas

Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"


terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

POESIA ÀS CORES

 

A atividade Poesia às Cores foi dinamizada no âmbito do dia das línguas, celebrado neste Agrupamento de Escolas no dia 3 de fevereiro de 2023, pelas três estagiárias de ensino de Português da Faculdade de Letras da Universidade do Porto - Ana Catarina Silva, Catarina Barbosa e Joana Marinho - um grupo de estágio coordenado, no ano letivo de 2022/2023, pela Prof.ª Marta Coutinho. Ao longo do dia, foram passando pela Biblioteca da Escola Básica e Secundária de Pedrouços as várias turmas do 8.º ano, que tiveram a oportunidade de demonstrar a sua veia poética e artística. A atividade consistiu na elaboração de um breve poema em torno da interpretação pessoal de uma pintura abstrata, criada ao acaso por cada aluno como resultado da mistura de algumas gotas de tinta guache. 













Com esta atividade, os estudantes tiveram a oportunidade de desenvolver a sua criatividade e expressão, bem como de compreender os passos inerentes ao processo criativo. Em suma, aperceberam-se de que a poesia e a arte plástica podem e devem ser divertidas!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

POESIA




A Rainha Santa

não tinha sanita.

Onde iria ela

se estava aflita?


O Vasco da Gama

fazia viagens

sem um telemóvel

para mandar mensagens.


Luís de Camões,

repara, que horror,

não escreveu os livros

num computador.


O Marquês de Pombal,

com tanto salão,

não pôde comprar

uma televisão.


Ó jovem que estás

sempre descontente,

não querias viver

como antigamente?

Luísa Ducla Soares, "A Cavalo no Tempo"

Gostaste?
 Requisita o livro na Biblioteca.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

NATAL DE POBRES


Quando a mulher adormeceu

naquela noite de Natal,

o homem foi, pé ante pé,

pôr um sapato (dela não o seu)

com um embrulho de jornal

na lareirinha da chaminé.


Um casal pobre... um ano mau...

Era um pedaço de bacalhau.


Ora alta noite, pela janela,

com fome e frio, entrou um gato

que, no escuro, cheirando aquela

comida boa no sapato,

rasgou o embrulho, comeu, comeu

e, quente e farto, adormeceu. 


De manhã cedo, ela acordou,

foi à cozinha e viu o gatinho

adormecido no seu sapato.

Voltando ao quarto, feliz, falou

para o seu homem: - Meu amorzinho,

como soubeste que eu queria um gato?

Leonel Neves, "O Menino e as Estrelas"
(1921-1996)


Nota:
Leonel Neves nasceu em 1921, em Faro. Licenciou-se em Matemática na Universidade do Minho. Algumas das suas obras são: Bichos de trazer por casa, Sete contos de Espantar, O Elefante e a Pulga... 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

POESIA - OS NOSSOS POETAS

 Escola Básica N.º2 de Pedrouços 
Os nossos poetas...

Poema dos alunos do 3.º G inspirados no original de Luísa Ducla Soares "Tudo numa semana"

Twinkle


Na segunda-feira fui ao espaço

Na terça cheguei a Marte!

Na quarta dei um gigante passo

Na quinta quase tive um enfarte

Na sexta vi o extraterrestre Duarte

No sábado encontrei um satélite

Que parecia uma obra de arte

No domingo regressei à Terra

E comi uma banana numa cabana!

segunda-feira, 21 de março de 2022

OS NOSSOS POETAS... 21 DE MARÇO

Blog de Assis Ramalho

É PARA SEMPRE

Ainda não consegui

parar de pensar...


Naquele nosso momento,

naquele nosso lugar.

Essa visão não consigo esquecer.

Porque é uma coisa que irei sempre relembrar.

E como consequência disso,

nem no futebol me consigo focar.

Estou deitado na cama.

A olhar para o ar,

ou na varanda a ver o luar.

Numa noite estrelada

vejo-te lá no céu,

bem desenhada numa simples constelação.

Ou, é o meu cérebro a fazer confusão?

Porque tu és a minha estrela,

que ilumina o meu caminho

e que me aquece o coração.

Vou a um jogo de futebol.

E lá eu apareço cheio de segredos.

O que os outros não sabem

É que foram os nossos melhores momentos.

Essa é a prova que tudo o que faço

é simplesmente a pensar em ti.

Ou é o meu coração,

que não deixa apagar esse calor.

Desde há 3 anos para cá

nunca saíste de lá.

E isso é mais uma prova consistente,

de que o que nós temos durará para sempre!



Tomás Moreira - 8.ºano, turma B, N.º20

OS NOSSOS POETAS... 21 DE MARÇO

Poema das cores

Azul é o mar
que eu gosto de pintar.


Amarelo é o sol
à noite quem ilumina é o farol.


Vermelhas são as rosas
Com cores maravilhosas.


Verde são as folhas
Como da cortiça se criam rolhas.


Roxas são as camisolas
Como no pescoço se poem golas.


Laranja é uma cor bela,
Como o perfume da canela.


Branco é o algodão
Como eu gosto de dar um abraço ao meu cão.


Diogo Santos 6.º B, N.º3


BE/Centro de Recursos ESSMO-sapo


OS NOSSOS POETAS... 21 DE MARÇO

BE/Centro de Recursos da ESSMO-sapo

POEMA DAS CORES

O amor é vermelho

e está em todo o concelho.


A igualdade é amarela

e está sempre à janela.


A liberdade é azul

está aqui no centro/Sul.


A alegria é verde

e pode estar numa parede.


A amizade é laranja

igual a uma toranja.


A PAZ é branca

e isso não se TRANCA.

Jénifer Martins, 6.ºB, N.º9

OS NOSSOS POETAS... 21 DE MARÇO

Blog de Assis Ramalho

O QUE FOSTE PERDER

Olho-me ao espelho

e só sinto meu coração ,

que não para de bater!


O reflexo é o que o espelho

tenta transmitir.

Mas já nem o meu gémeo

consigo distinguir.


De um dia para o outro tudo mudou.

Sonhos coloridos,

que te fazem dormir,

Passaram a pesadelos.

Os quais nem consigo sentir.


Acordar fica difícil,

adormecer muito mais!

O dia complica,

mas estar sem ti é demais!


Deixaste-me para trás,

de um minuto para o outro.

E agora parece,

que sou um simples conto.


Quando chegava à escola,

o que queria era poder-te beijar.

Mas, já nem um abraço

Te posso dar!


Dizias que te fazia tão feliz,

mas depois de pedir fogo

Foram as cinzas que me deste!


Eras a princesa da minha vida,

a quem tudo podia confiar.

E, no final

foste tirar-me a coroa

e deixaste-me a ver o navio a zarpar.


No início muito me chatearam.

Diziam que eras areia a mais…

Amizades perdi para te proteger,

amigos que conheciam o passado

e eu só pensava no teu futuro.


Devias ir à igreja

Confessar tudo que perdeste

e pedir desculpa por me teres posto a tremer

e teres apagado tudo.


Agora um lápis procuro para o presente reescrever.

Pois tu nem estás a ver.

Não consegues visualizar.

Tudo o que me fizeste passar.

Mas era eu que dava voltas à tua cabeça sem parar.

Mas agora já não te tenho aqui.

para o meu dia animar.


Deixo-te apenas este poema,

que não te posso mostrar.

Mas, que me faz lembrar

todos os bons momentos,

que contigo pude passar.

                                                                        Tomás Moreira - 8.º B, N.º 20

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

EPIGRAMA - BOCAGE

UM EPIGRAMA É UMA BREVE COMPOSIÇÂO POÉTICA COM UM ASSUNTO CÓMICO

Epigramas1de3


Levando um velho avarento

Uma pedrada no olho,

Pôs-se-lhe no mesmo instante

Tamanho como um repolho.


Certo doutor, não das dúzias

Mas sim um médico perfeito,

Dez moedas lhe pedia

Para o livrar do defeito.


"Dez moedas! (diz o avaro)

Meu sangue não desperdiço:

Dez moedas por um olho!

O outro dou eu por isso."


BOCAGE, in Sophia de Mello Breyner Andresen (sel.), 2003.

                             Primeiro Livro de Poesia. Lisboa: Caminho (8.ª ed.)




José Maria Barbosa du Bocage, poeta português, nasceu em Setúbal, em 1765 e morreu em Lisboa, em 1805. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

AS ÁRVORES E OS LIVROS

Revista ESTANTE - Fnac



As árvores como os livros têm folhas

e margens lisas ou recortadas,

e capas (isto é copas) e capítulos

de flores e letras de oiro nas lombadas.



E são histórias de reis, histórias de fadas,

as mais fantásticas aventuras,

que se podem ler nas suas páginas.

no pecíolo, no limbo, nas nervuras.



As florestas sáo imensas bibliotecas,

e até há florestas especializadas,

com faias, bétulas e um letreiro

a dizer: "Floresta das zonas temperadas".



É evidente que não podes plantar

no teu quarto, plátanos, ou azinheiras.

Para começar a construir uma biblioteca,

basta um vaso de azinheiras.




José Sousa Braga, Herbário, Assírio e Alvim.

terça-feira, 4 de maio de 2021

AGRADECIMENTO PÚBLICO - POESIA

Oferta à Biblioteca Escolar


Edição bilingue - Luís Violante

A professora bibliotecária da Biblioteca Papiniano Carlos agradece ao autor, Luís Violante, antigo aluno da Escola Básica da Giesta, a oferta de um exemplar do seu livro "Pó".

Um livro de Poemas que seguem o estilo haiku.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

DIA DA TERRA - 22 DE ABRIL


PLANETA AZUL

Cola da Web


- Astronauta, astronauta,

Que vês tu de tanta altura?

- Um planeta tão azul

Que parece uma pintura.


Quando desce a minha nave

E a Terra se aproxima

Vejo florestas em chamas

Com nuvens negras por cima.


Ao sol brilham os desertos

De areia loura, crestada,

Com grandes placas de ouro

Onde nunca cresce nada.


Os rios parecem serpentes,

Levam na sua corrente

Venenos turvos, castanhos

Que deixam o mar doente.


Mas nas cidades-colmeias

Há sempre, de norte a sul,

Gente que sonha e trabalha

Para ter um planeta azul.


Luísa Ducla Soares, O Planeta azul, 2016, Porto Editora

domingo, 21 de março de 2021

21 DE MARÇO - DIA DA POESIA

Hoje, 21 de março, comemora-se o Dia Mundial da Poesia, da Árvore ou da Floresta, o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial e o da Síndrome de Down.

Através de frases célebres, os alunos  do 7.ºA e B sob orientação da prof. Ana Lima na disciplina de E.T. ,executaram várias apresentações em formato digital.











 

DIA MUNDIAL DA POESIA - 21 DE MARÇO

POESIA

A MATEMÁTICA E O AMOR


Twinkl


Não vou dizer que amo
Também não vou dizer que não
A equação resolve tudo
Menos coisas do coração

Sentimento não se mede
Tamanho, nem área dá pra calcular
Mesmo sendo maior que o mundo
Um pequeno coração pode guardar

O amor é infinito
Mesmo quando a chance tende a zero
Para o sonho não há limite
Quando o coração é sincero

Na areia escrevi teu nome
E vi a onda sinuosa o apagar
Agora temos um segredo
Eu, você... areia e mar

Não espero que digas sim
Não, também não precisa dizer
Quero apenas lembrar teus olhos e
Palavras bonitas lhe escrever

Brincar com números é bom
Há sempre um limite a vencer
Para as palavras há limites
Que vou saber obedecer

Sei que não mais estaremos juntos
Apenas andaremos lado a lado
Que te lembres sempre com carinho
Deste teu fã apaixonado

                                                                                                José L. Bonfim

quarta-feira, 10 de março de 2021

HOJE É DIA DE POESIA - NÃO POSSO ADIAR O AMOR...

POEMA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA


El Pais

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas


Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio


Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação


Não posso adiar o coração


ROSA, António Ramos, Viagem Através de uma Nebulosa, Ed. Ática, 1960