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terça-feira, 20 de dezembro de 2022

HISTÓRIA DO SONHO DO PAPAI NOEL DE J. LETRIA


Certa noite, enquanto dormia, o Papai Noel teve um bonito sonho: era véspera de Natal e todos estavam felizes! Ninguém estava sozinho… Todos tinham família e uma casa com a mesa pronta para a ceia de Natal, onde não faltava comida farta e deliciosa. Não havia pobreza, nem ódio, nem guerras. Todos eram amigos e não havia brigas, palavrões, nem má educação… Havia sim, amor, compreensão e carinho entre todos.
As pessoas que se encontravam nas ruas, a caminho de casa, cantarolavam alegremente músicas de Natal, levando os últimos presentes para colocar debaixo do pinheiro. E o Papai Noel não conseguia deixar de sorrir, de tanta felicidade, ao ver o mundo cheio de paz, amor e harmonia!

No entanto, quando o Papai Noel acordou e viu que tudo não passava de um sonho, ficou muito triste. Afinal, só algumas pessoas no mundo eram felizes, capazes de celebrar o Natal em alegria e paz com os seus, de terem um lar, comida, roupa e amor. Perante esta situação, o Papai Noel declarou em voz alta: “terei de continuar a ajudar as crianças e os adultos a terem um Natal realmente feliz! Vou preparar as renas e o meu trenó, para enchê-lo com presentes e distribuí-los esta noite, de modo a que, pelo menos uma vez por ano, haja alegria no coração de todos nós!”.

Então, quando viu os sorrisos das crianças e dos adultos ao verem os seus presentes, o Papai Noel decidiu manter esta tradição. Continua assim, ano após ano, a cumprir a sua tarefa, até que um dia possa ver o seu lindo sonho totalmente concretizado!


No Blogue relembra a "Lenda da vela de Natal" 

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

NATAL DE POBRES


Quando a mulher adormeceu

naquela noite de Natal,

o homem foi, pé ante pé,

pôr um sapato (dela não o seu)

com um embrulho de jornal

na lareirinha da chaminé.


Um casal pobre... um ano mau...

Era um pedaço de bacalhau.


Ora alta noite, pela janela,

com fome e frio, entrou um gato

que, no escuro, cheirando aquela

comida boa no sapato,

rasgou o embrulho, comeu, comeu

e, quente e farto, adormeceu. 


De manhã cedo, ela acordou,

foi à cozinha e viu o gatinho

adormecido no seu sapato.

Voltando ao quarto, feliz, falou

para o seu homem: - Meu amorzinho,

como soubeste que eu queria um gato?

Leonel Neves, "O Menino e as Estrelas"
(1921-1996)


Nota:
Leonel Neves nasceu em 1921, em Faro. Licenciou-se em Matemática na Universidade do Minho. Algumas das suas obras são: Bichos de trazer por casa, Sete contos de Espantar, O Elefante e a Pulga... 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

O AJUDANTE DO PAI NATAL


O Pai Natal conversa com a sua rena Amélia. Tem uma perna partida e está muito triste.

- Ó Amélia, mas como é que isto me foi acontecer? Eu ia a andar na neve e não consigo perceber como é que fui de encontro a uma árvore. Mas que grande desgraça! E como é que vou distribuir os presentes de Natal com a perna neste estado?

Sabes, Amélia, vou pôr um anúncio para arranjar um ajudante que saiba conduzir renas. Ainda bem que eu aprendi a utilizar o computador e a Internet, porque eu sou um Pai Natal muito moderno. Vou escrever um anúncio a dizer: “Urgente. Precisa-se de ajudante de Pai Natal que saiba conduzir renas. Paga-se pouco.” Pronto, já está.”

Passado algum tempo, batem à porta.

- Já tenho candidatos? Isto é que é rapidez! Amélia, vai abrir, por favor.

- Posso entrar, senhor Pai Natal? Sou eu, o Pateta. Vi o anúncio na Internet e vim logo a correr. Gostava de ser seu ajudante.

- Ó Pateta, acho que não te posso dar este trabalho. Tu és um bocado trapalhão e misturavas os presentes todos. Se calhar até partias algum. Além disso, sabes conduzir renas?

- Por acaso não sei conduzir renas e tem razão, sou um bocado trapalhão, mas ando a esforçar-me para melhorar.

E o Pateta afasta-se, um pouco aborrecido. Entra o Spongebob, muito contente. O Pai Natal sorri e diz-lhe:

- Ah! Nunca vi ninguém como tu! Pareces mesmo uma esponja!

- E sou uma esponja, até me chamam Spongebob.

- Ah! Pois é! Vi-te no outro dia na televisão. E sabes conduzir renas?

- Isso… é que não sei. Sei muita coisa, mas conduzir renas pelo céu, não devo ser capaz. Mas posso ir tirar a carta de condução de renas.

- Lamento, mas não dá para esperar. O Natal está a chegar. Se não sabes conduzir renas, não posso aceitar os teus serviços.

E o Spongebob vai-se embora.

Em seguida, entra a Bela Adormecida, de pijama e cheia de sono.

- Boa tarde, senhor Pai Natal, eu sou a Bela Adormecida e venho responder ao anúncio – diz ela, enquanto boceja.

- Ó minha querida, eu já percebi que a menina é a Bela Adormecida. Mas não lhe posso dar este trabalho. Então, a menina não sabe, que vai ter de dormir muitos anos, antes que apareça o príncipe para a acordar? Vá dormir para a sua caminha, durma bem, que depois falamos.

E a Bela Adormecida vai-se embora, continuando a dormir em pé.

Entretanto, é a vez do Homem-Aranha, que vem pendurado numa teia.

- Olá Pai Natal, sou o Homem-Aranha, como está o senhor, está melhor da perna? Eu vi o seu anúncio e vim para o ajudar. Posso ficar com o emprego?

- Agradeço, mas acho que não, acho que não! As tuas teias de aranha enrolavam-se aos presentes e, em vez de fitas e laços de Natal, ficavam cheias de teias. As pessoas até podiam pensar que eu tinha ido buscar presentes velhos ao meu sótão. Não pode ser.

Em seguida, aparece um Coelho aos saltos e a roer uma cenoura.

- Ó Amélia, quem é este? Um Coelho por aqui? Também queres ser meu ajudante?

- Sim, quero. Eu sou o Coelho da Páscoa e nunca assisti ao Natal. Porque o Natal nunca é na Páscoa. Por isso, quero ajudar-te e fazer parte desta época tão cheia de amor e de paz. Posso, por favor?

- Eu também nunca conheci um Coelho da Páscoa no Natal. A Páscoa nunca é no Natal! Acho que andamos sempre desencontrados. E tu sabes guiar o meu trenó e as renas?

- Claro que sim! E consigo dar saltos tão altos, que até posso chegar a todas as janelas, mesmo às mais altas. Como sou pequenino, posso entrar por todas as chaminés e pelas lareiras sem ficar lá entalado. Por favor, deixa-me fazer parte do Natal, deixas? Eu prometo que, na Páscoa, vou pedir também a tua ajuda. Vais ajudar-me a distribuir os ovinhos da Páscoa e as amêndoas a todas as pessoas. Mas não podes comer as guloseimas, ouviste?

O Pai Natal ficou muito feliz e exclamou:

- Eu nunca participei na Páscoa! Mas que ideia maravilhosa! Estás contratado! Já tenho motorista para o trenó e para as renas. Já posso distribuir os presentes, com o Coelho da Páscoa a ajudar.

E o Pai Natal muito feliz, começou a cantar lindas canções de Natal.




Diana Felizardo

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

A LENDA DO AZEVINHO

beira.pt

O Azevinho é uma árvore associada ao Natal que, segundo a lenda, se relaciona à história cristã por ter ajudado a esconder Jesus Cristo dos Soldados de Herodes.
Reza a lenda que Maria, ao ver que os soldados romanos estavam muito perto, aproximou-se  de um azevinho, que era uma árvore de folha caduca e lhe pediu que os escondesse. Milagrosamente, as folhas do azevinho cresceram e esconderam a família.

Muito reconhecida, Maria abençoou a planta, concedendo-lhe o dom de se conservar para sempre verde. Foi assim que o azevinho se tornou um arbusto de folha persistente. 
O azevinho tornou-se assim símbolo do Natal pelo seu papel de proteção de Jesus.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

BOAS FESTAS

 


A equipa da Biblioteca Escolar deseja a todos os seus utilizadores e aos visitantes deste Blogue votos de Festas Felizes em segurança e com muita proteção.

O SUBSTITUTO DO PAI NATAL

                                                                                                                               Vetores

O Natal está quase a chegar...faltam apenas 15 dias...mas o Pai Natal sente-se adoentado. 
Está de cama com febre e muita tosse, infetado infelizmente pelo COVID-19.

Pôs a sua cabeça a trabalhar e chamou o seu amigo Elfo para juntos encontrarem uma solução.
 Os dois conversaram e concluíram que o Elfo iria vestir-se de Pai Natal e fazer as entregas.

Os dias foram passando. O Pai Natal começava a melhorar, mas ainda não podia contactar com ninguém, porque continuava em quarentena.

No dia de Natal o Elfo preparava-se para subir no trenó quando uma enorme tempestade de neve o atrapalhou. Acabou por descolar mesmo assim, porque as crianças eram a sua prioridade.

No meio de trambolhões, encontrões em árvores e quase coberto de gelo, o Elfo conseguiu cumprir com o prometido e entregou todos os presentes sem deixar suspeitas.
Escola Básica da Giesta - Martim Ricardo Félix - 3.ºE

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

ALGUNS SÍMBOLOS DO NATAL

CURIOSIDADES:

ESTRELA


Postal Saúde

Uma estrela guiou os três reis magos até o local do nascimento de Jesus, por isso ela é usada como enfeite natalício, e simboliza a estrela-guia para o filho de Deus
Presente na história bíblica, a estrela guiou os três reis magos até o local do nascimento de Jesus. Usada como enfeite, em especial no topo da árvore de Natal, simboliza o filho de Deus, que é a estrela-guia, o caminho e o sentido da humanidade. Também são lembradas na árvore de Natal as outras estrelas que estavam no céu, na noite em que Jesus nasceu.

PINHEIRO
pinterest


Os pinheiros são as únicas árvores que mantêm suas folhas mesmo no inverno. Vivo e verde o ano inteiro, representa no Natal a esperança, a alegria e a mudança. Quanto ao costume de colocar os presentes natalícios debaixo da árvore enfeitada, foi no palácio da Rainha Elizabeth I, em ocasião natalícia, que tudo começou. Sem poder receber pessoalmente todos os presentes que lhe eram entregues, a inglesa pediu para que fossem depositados debaixo de uma grande árvore de seu jardim.

COROA DO ADVENTO


homify

A Coroa de Avento consiste em um círculo envolto em ramos verdes que sustenta quatro velas, que podem ser vermelhas ou multicoloridas. Nas quatro semanas que precedem o Natal, o objeto fica exposto nas igrejas católicas em pontos de destaque. Em conjunto, simbolizam a espera pela vinda do Senhor, sendo que os ramos são a eternidade de Deus e cada vela é um voto específico para os fiéis, enquanto sua luz é a afirmação de que o Evangelho brilha na vida de quem serve a Cristo. 


POSTAL DE NATAL

Pinterest

A troca de postais é uma forma de confraternização natalina bastante usada no mundo.
O pintor inglês John Callcott Horsley foi responsável pelo primeiro postal de Natal da história. A pedido de Sir Henry Cole, que tinha o hábito de mandar cartas para seus familiares e amigos na época natalícia, John produziu cartões com a mesma mensagem, que foram enviados aos próximos do cliente por estar ocupado demais para escrever. 


BOLAS DE NATAL

Misterius

As bolas colocadas nos pinheiros de Natal representam os frutos da vida humana e seus desejos, tais como amor, esperança, perdão e alegria.
As coloridas bolas de Natal, colocadas nas pontas dos galhos dos pinheiros ou árvores artificiais, representam os frutos da vida humana e seus desejos, tais como amor, esperança, perdão e alegria. De formas e tamanhos diferentes, os enfeites também representam os gestos concretos de amor entre irmãos da Terra.


CANÇÕES

PNGwing

As canções ou cantigas natalícias fazem parte de antigas tradições que foram difundidas entre países cristãos. O sentido das cantaroladas, muitas vezes acompanhadas de instrumentos, é reforçar os valores cristãos, com muita alegria e amor ao próximo. Uma das músicas mais conhecidas no mundo é "Noite Feliz".

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

DECORAÇÃO DE NATAL

Natal em Inglês
A árvore de NATAL dos CEF

Natal da BE

Natal da Associação de Pais

Os bonecos de neve dos CEF

Natal em Francês



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

POEMA DE NATAL



Quando um Homem Quiser


Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão.


Ary dos Santos, in "As Palavras das Cantigas"

TRABALHOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS

BIBLIOTECA PAPINIANO CARLOS

NATAL

Trabalhos produzidos pelos alunos do 1.º ciclo

Trabalho produzido pelas crianças

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

MERCADO ESPECIAL DE NATAL

Encontram-se já expostos para venda trabalhos do nossos alunos de Educação Especial que a todos oferecem a possibilidade de adquirir um enfeite de Natal. 








Não deixe de visitar esta amostra!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

POESIA

CHOVE. É DIA DE NATAL

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

POESIA

Eu queria ser Pai Natal

Eu queria ser Pai Natal

e ter um carro com renas

para pousar nos telhados

mesmo ao pé das antenas.



Descia com o meu saco

ao longo da chaminé,

carregado de brinquedos

e roupas, pé ante pé.



Em cada casa trocava

um sonho por um presente.

Que profissão mais bonita

Fazer a gente contente.


Luísa Ducla Soares
in "Poemas da Mentira e da Verdade"

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

História Antiga


Era uma vez, lá na Judeia, um rei. 

Feio bicho, de resto: 

Uma cara de burro sem cabresto 

E duas grandes tranças. 

A gente olhava, reparava, e via 
Que naquela figura não havia 
Olhos de quem gosta de crianças. 

E, na verdade, assim acontecia. 
Porque um dia, 
O malvado, 
Só por ter o poder de quem é rei 
Por não ter coração 
Sem mais nem menos, 
Mandou matar quantos eram pequenos 
Nas cidades e aldeias da Nação. 

Mas, 
Por acaso ou milagre, aconteceu 
Que, num burrinho pela areia fora, 
Fugiu 
Daquelas mãos de sangue um pequenito 
Que o vivo sol da vida acarinhou; 
E bastou 
Esse palmo de sonho 
Para encher este mundo de alegria; 
Para crescer, ser Deus; 
E meter no inferno o tal das tranças, 
Só porque ele não gostava de crianças. 


Miguel Torga, in 'Antologia Poética'