Trabalhos produzidos pelos alunos do 7.ºA e B
BLOGUE DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PEDROUÇOS - AEP - MAIA
quinta-feira, 11 de março de 2021
HOJE É DIA DE MUSEUS
SABIAS QUE...
VISITA VIRTUAL AO MUSEU DA CHAPELARIA
(S. João da Madeira)
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| Guia da cidade |
" (...) Com acesso gratuito, o Museu da Chapelaria disponibiliza uma visita virtual aos seus espaços, uma nova ferramenta cultural e pedagógica que traz ao visitante a possibilidade de explorar de forma autónoma, dinâmica e interativa, os conteúdos expositivos deste museu. "(...)
Clica aqui,
MUSEU DE HISTÓRIA E ETNOLOGIA DA TERRA DA MAIA
O Museu de História e Etnologia da Terra da Maia encontra-se instalado num edifício que funcionou como Paços do Concelho até 1902, e cujas origens deverão remontar, provavelmente, ao século XVIII, tendo como envolvente o parque e o monte de Santo Ovídio.
Clica aqui (OUVIR e nas Imagens),
Conhecias?
MUSEU DO LOUVRE - PARIS
O Museu do Louvre é um museu universal criado em 1793. É o maior museu de arte do mundo e está localizado no Palácio do Louvre, em Paris. As suas coleções, entre as melhores do mundo, abrangem vários milhares de anos e um território que se estende da América até à Ásia. As coleções estão divididas em 8 departamentos e apresentam obras admiradas em todo o mundo, incluindo a Mona Lisa e a Vénus de Milo.
MUSEU CALOUSTE GULBENKIAN
VISITA VIRTUAL A 360º
O MUSEU CALOUSTE GULBENKIAN (1869-1955) localiza-se em Lisboa e tem 2 coleções: a Coleção do Fundador e a Coleção Moderna.
Vamos visitar?
quarta-feira, 10 de março de 2021
HOJE É DIA DE POESIA - NÃO POSSO ADIAR O AMOR...
POEMA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
ROSA, António Ramos, Viagem Através de uma Nebulosa, Ed. Ática, 1960
O MENINO AZUL
POESIA
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| TudoporEmail |
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
Cecília Meireles
segunda-feira, 8 de março de 2021
HOJE É DIA DE TEATRO
TEATRO NACIONAL D.MARIA II
OLÁ! BEM-VINDOS À SALINHA ON LINE DO TEATRO D.MARIA II
Clica aqui:
CNL- FASE MUNICIPAL DA MAIA - VENCEDORES
Última hora:
Depois de terem efetuado a prova escrita, ambos passaram à prova oral.
O Francisco Reis vai representar a Maia na Fase Intermunicipal, que se realiza em Vila Nova de Gaia, no dia 21 de abril.
A obra selecionada é:
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| Maria Alberta Menéres |
SEMANA DA LEITURA NO A.E.P.
Ler! Sempre e em qualquer lugar!
Contos selecionados para todos os níveis de ensino desde a Educação Pré-Escolar até ao Secundário serão trabalhados por educadores e docentes neste dia/semana.
Os E.E./pais e visitantes deste Blogue podem explorar com os seus educandos o conto que escolhemos.
Os nossos alunos participam também às 10h na plataforma digital ZOOM na fase concelhia da Maia da 14.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura.
CNL - FASE CONCELHIA DA MAIA
É hoje às 10h que os nossos alunos vão participar na prova escrita da fase concelhia.
Parabéns a todos que participaram neste desafio.
Parabéns a todos que participaram neste desafio.
DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 8 DE MARÇO
Hoje celebra-se o Dia Internacional da Mulher
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| ESCOLA AMIGA DAS CRIANÇAS |
ELAS
Elas deitam-se quando a cidade
repousa da sua vertigem
e acordam a meio da noite
com as vozes sem sono dos filhos.
Elas erguem-se de madrugada
ainda antes do dia ser dia
e lavam costuram cozinham
e crescem por dentro dos filhos.
Elas bordam a toalha dos dias
suportam o calor da máquina
o vento e o sol da planície
e crescem por dentro dos filhos.
Elas guardam em si o mistério
dos gestos mais delicados
dos olhares fundos e brandos
e crescem por dentro dos filhos.
Elas gravam nos sonhos dos homens
o rosto das manhãs por vir
e amam e lutam, resistem
e crescem por dentro dos filhos.
João Pedro Mésseder
MOMENTO DE LEITURA NO BLOGUE
Ó stora
Há alguns dias que não aparecia, mas hoje chegou cedo. Vem sempre só, senta-se no sofá do canto e fica uma hora quieto, a olhar as estantes carregadas de livros, só de vez em quando atirando os olhos pela janela, talvez para espreitar as aves. Registei a entrada: nome, número, turma, objetivo da ida à biblioteca. Foi desnecessário ouvir a resposta, pois que eu já a sabia — passar o tempo. Não gosta de conversar e responde-me com monossílabos, embrulha-se naquele estranho silêncio e ali fica, olhando vagamente as prateleiras, tamborilando os dedos ao som das teclas do meu computador.
Descobri que chega todos os dias à escola uma hora antes da aula porque aproveita a boleia do pai. Estamos sempre sós àquela hora da manhã e hoje perguntei-lhe, mais uma vez, se não queria ler um livro. Como sempre, a resposta saiu veloz:
— Eu não, detesto ler! Detesto livros! São uma seca...!
Não comentei. Esperei alguns minutos e perguntei-lhe se não gostaria de me ajudar... Eu tinha tantos livros para arrumar, tantas requisições da véspera... E depois, ele era mais leve do que eu, poderia subir mais facilmente os degraus do escadote, sem tonturas, e arrumar tudo mais rapidamente...
Levantou-se lentamente, curioso, seduzido. Subiu o escadote, num misto de surpresa e agrado, e agarrou o primeiro livro que eu lhe estendia, para o colocar na prateleira indicada.
Com os braços cheios de livros, eu ia dizendo:
— Este é na da esquerda, estes dois vão lá para cima, os dicionários ficam ao lado dos outros, na prateleira do meio...
Depois dos livros arrumados, já não regressou ao sofá. Ficou a rondar-me disfarçadamente e disparou a pergunta:
— Ó Stora, já leu estes livros todos?
Nunca mais parámos de conversar. Respondi-lhe que não:
— Cruzes, Deus me livre!
Expliquei-lhe que nem sequer gostava de todos, só de alguns. Levei-o à estante da banda desenhada, depois à da poesia, fiquei a vê-lo passar o dedo pelas lombadas, a folhear as páginas, num quase afago...
— Um dia talvez comece a ler um livro... Talvez um de poemas... — sussurrou meio envergonhado.
A campainha tocou e ele sobressaltou-se. Pegou na mochila, despediu-se e antes de sair, perguntou a medo:
— Amanhã posso ajudar outra vez a arrumar os livros?
Vi-o correr para as aulas: uma criança estouvada no seu caminhar, um passarinho a conquistar o mundo...
Um futuro leitor apaixonado — aposto eu, com toda a segurança.
Ana Paula Mateus
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