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ter, 24 de Novembro

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

CONTO DE NATAL - 2


NOITE DE NATAL


A noite havia chegado depressa, naquela pequena vila da Europa; era véspera de Natal; soprava um vento gelado e havia neve no chão.

Aquele pobre vendedor de feira tinha passado o dia inteiro vendendo uns poucos, simples brinquedos de madeira e pano.

Graças a Deus, havia vendido quase todos.

Na verdade, só tinha sobrado uma linda boneca, que ele havia pensado em vender por um bom dinheiro.

Mas a rua já estava deserta, poucas pessoas passavam apressadas, sem prestar atenção aos seus chamados.

É a última! dizia ele já desconsolado – a última boneca ! Ninguém quer levá-la ?

Como ninguém parava, ele começou a desmontar a barraca.

O frio era intenso, dava vontade de correr para dentro de casa, ficar junto da lareira.....

Só então, ele percebeu a figurinha magra de uma menina – teria uns seis anos, tremia de frio , mas estava quieta, calada, parada, olhando fixamente a boneca.

Vá para casa, menina ! - disse-lhe o vendedor. Vá para casa, aquecer-se um pouco !

A menina não respondia. No rosto magro, só se viam os olhos fixos, enormes; ela não escutava nada.

O vendedor ainda perguntou: - Onde está a sua mãe ?

- Ela morreu, disse a garota num fio de voz. Não tenho mais ninguém !

O vendedor era pobre, muito pobre; mas o brilho dos olhos enormes daquela menina o cativou; e. de repente, levado por uma força estranha, estendeu a boneca para a garota.

Ela a pegou, a abraçou, murmurou um: - obrigada!! - e se foi.

Naquele mesmo instante, uma estrela de um brilho excepcional se desprendeu; acendeu-se mais intensamente, atravessou o veludo escuro do céu – e se perdeu, enfim, no horizonte distante.

O vendedor acompanhou admirado o seu trajeto…

E soube, do fundo do seu coração, que esse sinal era o agradecimento de uma mãe.


A Noite de Natal Publicado em 12 de November de 2009 por Romano Dazzi

POESIA

CHOVE. É DIA DE NATAL

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

TEATRO NA BIBLIOTECA ESCOLAR

                                                                                                                          Depositphotos


O NATAL DA BRUXA CARPIDIM


E a Biblioteca Escolar encheu-se para assistir à peça de Teatro “O NATAL DA BRUXA CARPIDIM” de Fernando de Paços, dinamizada pela professora Lurdes Brito e representada por vários alunos do Clube de Teatro.
O público era constituído pelas turmas do 5.ºC, 6.ºG e alguns alunos do 7.ºG e do 8.ºF.





CONTO DE NATAL - 1


                                                                                                   
Guia da Semana


Ássia não conhece o Natal. Ássia veio de outro país onde se celebram festas muito diferentes.

Natal!
Feliz Natal!

Ássia lê estas palavras por toda a parte.As ruas estão enfeitadas de mil e uma cores!
Grupos corais entoam lindos cânticos de Natal. As lojas propõem:

Bolos de Natal,

Postais de Natal,

Velas de Natal,

Decorações de Natal,
Peru de Natal…


À entrada dos grandes hipermercados ergue-se uma floresta de pinheiros de Natal.
As montras oferecem mil coisas.

“Será que as pessoas precisam disto tudo?”, interroga-se a menina, deslumbrada.
Mas o mais extraordinário são os anjos que flutuam no ar.

E Ássia pergunta-se como é que eles se tinham pendurado no céu.Os cabelos de Ássia são encaracolados e a pele é castanho-avermelhada.

Um dia, ouvira os vizinhos dizer:
— Quem é esta rapariga estrangeira? Onde vive? Donde veio?

Ássia tinha vindo de um país em guerra onde as pessoas passavam fome e eram perseguidas. Ássia era uma refugiada.
No primeiro dia de Dezembro, os alunos descobriram, em cima da secretária da professora, um arranjo com quatro velas entre pinhas douradas.

— Oh! que lindo! Vamos celebrar o Advento! — exclamaram as crianças.

Advento! Outra palavra que Ássia nunca tinha ouvido.

“Deve ter alguma relação com o Natal”, pensa.

Quando a professora acende a primeira vela, Ássia enche‑se de coragem e pergunta:
— Natal, mas o que é o Natal?
— Sim! O que é o Natal?! — repete a professora um pouco surpreendida.

As crianças desatam a rir. Todos sabem o que é o Natal!

Os alunos falam todos ao mesmo tempo:
— Natal é quando decoramos a casa.
— Natal é quando pintamos estrelas nas janelas.
— É quando a minha mãe faz bolos.
— É quando escrevo uma carta ao Pai Natal!
— Quando o Pai Natal põe presentes junto do pinheirinho.
— Quando vamos ao mar.
— Quando eu tenho uma bicicleta nova.
— Quando recebo uma boneca grande.
— Quando a minha avó me dá dinheiro.
— Quando os meus avós nos vêm visitar.
— Quando embrulho as prendas.
— Quando enfeito com o meu pai o pinheiro.

Os meninos contam tudo o que fazem no Natal. Mas Ássia continua a não perceber o que é o Natal.

— É altura de vos contar uma história muito antiga. A história do nascimento de Jesus. A história da noite de Natal — diz a professora.

Maria e José à procura de uma estalagem. O dono do albergue que os mandou embora, sem compaixão. A chegada dos pastores, o aparecimento dos anjos.
Os três Reis Magos guiados pela estrela até Belém e, entre eles, Belchior, o rei de pele escura, como Ássia. Ássia ouve com toda a atenção.

— E — continua a professora —, quando representarmos esta história, um de vós terá de fazer o papel de Belchior.

De repente, faz-se silêncio. O rapaz que está ao lado de Ássia acaricia suavemente a cabeça da menina. Ássia sorri e murmura:
— Agora já sei. Natal, é quando eu sou feliz!


Max Bolliger"Noël?"

Mont-Près-Chambord, Bilboquet, 2002



POESIA

Eu queria ser Pai Natal

Eu queria ser Pai Natal

e ter um carro com renas

para pousar nos telhados

mesmo ao pé das antenas.



Descia com o meu saco

ao longo da chaminé,

carregado de brinquedos

e roupas, pé ante pé.



Em cada casa trocava

um sonho por um presente.

Que profissão mais bonita

Fazer a gente contente.


Luísa Ducla Soares
in "Poemas da Mentira e da Verdade"

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

E A HORA DO CONTO CONTINUA…



Biblioteca Papiniano Carlos

Na quinta-feira, dia 30 de novembro, a professora bibliotecária presenteou os alunos do 4.º F do professor Daniel Santos, com a atividade "Hora do Conto".

A atividade iniciou-se com a leitura da história " O Príncipe de Ouro" de Ricardo Alberty. Após a leitura da história, refletiu-se sobre a transmissão de valores inerentes à moral da história, tendo os alunos partilhado as suas opiniões e algumas situações verídicas de atitudes de generosidade.






Na sequência desta atividade, foi lida a "História do Menino Distraído" de Sophie Carquain, que visou sensibilizar e alertar os alunos, no sentido de evitarem no seu dia a dia, comportamentos de "distração" devido à perigosidade que deles pode advir



Momentos de boa disposição e diálogo imperaram no decorrer da atividade, os alunos estiveram muito interessados, tendo participado entusiasticamente.

(Texto elaborado pela colega Emília Ferreira)

APANHADOS.... NO MESMO SITE

JOGO DO 24





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

PEDITÓRIO DE PILHAS E BATERIAS A FAVOR DO IPO

Não vamos com certeza ficar indiferentes a este apelo!




Até ao dia 31 de dezembro, está a decorrer o 9.º Peditório Nacional de pilhas e baterias usadas. O objetivo desta ação é doar ao Instituto Português de Oncologia (I.P.O.) um aparelho de tratamento para doentes oncológicos. 
 Entregue, por favor,  as suas pilhas usadas na Biblioteca Escolar e contribua para esta campanha.
Muito obrigada.

FERIADO A 1 DE DEZEMBRO

Saiba o que aconteceu a 1 de dezembro de 1640 lendo os painéis do átrio da nossa Escola! Visite-nos!





APANHADOS

Apanhado a ler no recreio da Escola Básica da Giesta!



terça-feira, 28 de novembro de 2017